Além das prisões, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Maracanaú e Aquiraz, no Ceará, e em Capinzal do Norte, no Maranhão. Durante a ação, foram apreendidos armamentos, um bloqueador de GPS e um drone que, segundo as investigações, pode ter sido utilizado nas atividades do grupo.
Como o grupo agia
Operação prende três policiais e informante suspeitos de integrar organização criminosa no Ceará
De acordo com as investigações, o grupo contava com um integrante de uma organização criminosa para comprar drogas. Em seguida, os agentes simulavam uma abordagem utilizando uma viatura caracterizada.
Segundo o MPCE, os envolvidos não formalizavam as ocorrências, nem realizavam prisões ou apreensões após as abordagens.
O Gaeco suspeita que os agentes utilizavam o vínculo funcional com os órgãos de segurança para praticar atividades ilícitas, por meio de uma atuação coordenada e de uma estrutura organizada.
As investigações também identificaram o uso de recursos logísticos e tecnológicos para viabilizar as ações, incluindo veículos locados, um drone e um bloqueador de sinal de GPS.
O caso segue sob investigação para esclarecer os fatos e identificar outros possíveis envolvidos. Segundo o Ministério Público, o processo está em sigilo.
A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Polícia Civil do Ceará, além da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) do Maranhão e do Gaeco do Ministério Público do Maranhão (MPMA).

