A Justiça determinou que os três suspeitos de sequestrar e agredir uma mulher em Caçapava, no interior de São Paulo, continuem presos após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (29). Eles são investigados por sequestro e cárcere privado, lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica.
Segundo a Polícia Civil, o caso começou por volta do meio-dia, no bairro Vila Menino Jesus. A vítima contou que voltava ao trabalho quando foi abordada por duas mulheres desconhecidas e colocada à força em um carro.
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Pessoas que presenciaram a abordagem acionaram a polícia e conseguiram acompanhar o trajeto do veículo. De acordo com a investigação, a mulher foi levada para uma casa no loteamento Pitangueira, onde teria sofrido novas agressões e ameaças. A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por uma dívida.
Entre os suspeitos está Flavio Gouvea da Silva, de 46 anos, ex-companheiro da vítima. O relacionamento havia terminado há menos de um mês. As outras duas mulheres presas são Naila Gabriela Mota dos Santos, de 33 anos, e Elisangela Aparecida da Silva, de 47 anos.
Uma quarta pessoa que estava na casa não foi presa. Segundo a polícia, até o momento, não havia elementos suficientes para confirmar a participação dela no crime.
Tr são presos após sequestro em plena luz do dia, em Caçapava (SP); veja o VÍDEO
Vídeos mostram carro com portas abertas
Imagens de câmeras de segurança mostram o carro passando pela rua Major Osório da Cunha Lara, nas proximidades do local onde a vítima teria sido abordada.
Outro vídeo, que circulou nas redes sociais, mostra o veículo em movimento com as portas abertas. As imagens são analisadas pela Polícia Civil.
O que dizem os advogados
Em entrevista à TV Vanguarda, o advogado da vítima afirmou que serão realizados levantamentos durante a investigação para esclarecer o caso.
"Foi instaurado um inquérito, agora vai ter a parte de investigação. Tem a posição dela que teve o relacionamento com o rapaz, mas o parecer dela é que ela tinha um certo valor que foi dado a ela para quitar as dívidas. Vai ter todo o levantamento e, durante essa instrução, será feito o levantamento de tudo perante à Justiça e acho que vamos chegar aos fatos concretos", disse.
Já o advogado de defesa dos suspeitos, Renato Gotuzo Germano, afirmou que vai aguardar a conclusão do relatório da Polícia Civil para apresentar elementos que sustentem a versão da defesa.
"Entendemos que ainda é prematura essa capitulação legal, esse enquadramento jurídico não se molda à realidade do fato. Existe um vídeo e ele pode ser interpretado de ambas as formas. Aguardamos o relatório final da autoridade policial para que a gente possa trazer os elementos que possam corroborar com a tese defensiva para dizer que não houve qualquer tipo de sequestro", concluiu.
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