# ‘Coyote vs. Acme’, filme que a Warner quase apagou, chega ao streaming

- Seção: Entretenimento
- Fonte: Rolling Stone Brasil (https://rollingstone.com.br/cinema/coyote-vs-acme-filme-que-a-warner-quase-apagou-chega-ao-streaming/)
- Publicado em: 2026-10-29T17:48:06.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1421732-coyote-vs-acme-filme-que-a-warner-quase-apagou-chega-ao-streaming

> Quase apagado pela Warner Bros., Coyote vs. Acme finalmente está chegando ao público por meio das plataformas digitais. O filme, que chegou a ser engavetado pelo estúdio, estará disponível nos catálogos do Prime Video, Apple TV, Google…

Qual é a história de Coyote vs. Acme ?

Dirigido por Dave Green , Coyote vs. Acme mistura animação e live-action para contar uma história que parece ter saído de uma piada dos próprios Looney Tunes . Depois de anos sendo vítima dos produtos defeituosos da Acme em sua tentativa de capturar o Papa-Léguas , Wile E. Coyote decide processar a empresa. Para isso, ele conta com a ajuda do advogado fracassado Kevin Avery , interpretado por Will Forte , enquanto John Cena vive o advogado da corporação. Lana Condor também integra o elenco.

Como Coyote vs. Acme nasceu?

A história de Coyote vs. Acme começou anos antes de o filme se tornar um dos casos mais curiosos de Hollywood. Em meados de 2016, James Gunn , antes de assumir o comando da DC Studios, levou à Warner Bros. uma ideia baseada em um conto de Ian Frazier que imaginava o Coiote entrando com um processo contra a Acme, empresa responsável pelos produtos que repetidamente transformam suas tentativas de capturar o Papa-Léguas em desastres.

Inicialmente, Gunn seria o diretor do projeto, mas precisou abrir mão da função por estar envolvido com outros trabalhos. Foi então que a Warner convidou Dave Green para assumir a direção. O cineasta já tinha experiência com produções que misturavam animação e live-action e acabou sendo considerado por Gunn a pessoa ideal para encontrar o equilíbrio entre a diversão, a loucura e o lado emocional da história.

“ Acho que existem poucos diretores por aí que conseguem equilibrar a diversão, a loucura e a doçura da história ”, disse Gunn sobre Green . Mesmo deixando a direção, Gunn continuou envolvido no projeto como um dos roteiristas. Sob o comando de Green , a proposta ganhou influências de diferentes gêneros, passando pela comédia, pelo drama e pelo suspense jurídico.

Entre as referências utilizadas pelo diretor estavam Uma Cilada para Roger Rabbit , O Informante , O Veredicto e Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento . A ideia era transformar uma premissa absurda em uma história que também tivesse peso dramático e estrutura cinematográfica.

“ Ele levou essa piada a um ponto em que havia um certo rigor cinematográfico nela ”, afirmou a roteirista Samy Burch . O produtor Chris DeFaria também destacou o comprometimento de Green com a proposta e a seriedade com que o diretor decidiu tratar a história.

O filme custou aproximadamente US$ 70 milhões e chegou a ser planejado para lançamento pela própria Warner. Entretanto, em novembro de 2023, o estúdio decidiu não disponibilizá-lo ao público e tentou transformá-lo em uma baixa fiscal. A decisão provocou uma reação imediata de fãs e profissionais de Hollywood, especialmente porque Coyote vs. Acme já estava concluído e havia recebido reações positivas em sessões de teste.

A repercussão foi tamanha que a Warner acabou permitindo que os produtores procurassem outro distribuidor. Netflix, Amazon e Paramount demonstraram interesse, mas as negociações não avançaram. O valor pedido pela Warner teria dificultado a aquisição e, por algum tempo, o filme permaneceu novamente em uma espécie de limbo.

Foi preciso que Green , Gunn e o produtor Chris DeFaria continuassem lutando para encontrar uma saída. Depois de anos de incerteza, Coyote vs. Acme finalmente encontrou uma nova casa na Ketchup Entertainment , que adquiriu os direitos da produção e decidiu apostar em um lançamento nos cinemas.

E foi justamente aí que a história ganhou uma nova camada de ironia. Antes mesmo da estreia comercial, as primeiras críticas começaram a aparecer, e a recepção está sendo muito mais positiva do que se poderia esperar de um filme que passou anos sendo tratado como um ativo descartável. Coyote vs. Acme figura atualmente com 95% no Rotten Tomatoes, a partir de 85 avaliações, com críticos destacando o humor, o coração da história e a maneira como a produção recupera o espírito dos Looney Tunes sem depender apenas de nostalgia.

O entusiasmo chegou ao ponto de publicações classificarem o longa como um dos melhores filmes de animação/live-action do ano, enquanto outras destacam justamente o absurdo de uma produção considerada descartável pelo estúdio ter se transformado em uma das grandes surpresas da temporada. O Hollywood Reporter , por exemplo, chamou atenção para o prazer de finalmente poder assistir ao filme e para sua força como homenagem aos personagens clássicos.

Ironia do destino

Mais do que uma simples comédia dos Looney Tunes , Coyote vs. Acme acabou se tornando uma espécie de comentário involuntário sobre a própria indústria cinematográfica. Dentro da história, o Coiote tenta responsabilizar uma gigantesca corporação pelos produtos que repetidamente arruinaram sua vida.

Fora dela, o próprio filme precisou lutar contra decisões corporativas, interesses financeiros e a ameaça de nunca ser visto pelo público. É difícil imaginar uma campanha de marketing capaz de criar uma ironia tão perfeita. O Coiote finalmente conseguiu chegar ao público justamente depois de sobreviver à sua própria Acme.

O post ‘Coyote vs. Acme’, filme que a Warner quase apagou, chega ao streaming apareceu primeiro em Rolling Stone Brasil .

Reportagem completa: https://rollingstone.com.br/cinema/coyote-vs-acme-filme-que-a-warner-quase-apagou-chega-ao-streaming/

— Itatiba1 (https://www.itatiba1.com.br). Notícias agregadas e traduzidas; os direitos pertencem aos veículos de origem.