Os números constam do RMD (Relatório Mensal da Dívida Pública Federal), apresentado pelo Tesouro Nacional nesta 5ª feira (29.out.2026). Eis as íntegras do texto (PDF – 1 MB) e da apresentação (PDF – 1 MB).
Os juros apropriados somaram R$ 89,46 bilhões no mês, o equivalente a 99,2% do aumento do estoque. A emissão líquida de títulos respondeu pelos R$ 760 milhões restantes.
No acumulado de janeiro a setembro, a dívida cresceu R$ 747,86 bilhões, ou 8,7%, em relação ao estoque de R$ 8,64 trilhões registrado em dezembro de 2025.
O avanço do endividamento ocorre em um cenário de juros elevados, que ampliam o custo de financiamento do governo federal. Mesmo com o início do ciclo de redução da taxa básica de juros, a Selic, a dívida continua pressionada pelos encargos dos títulos públicos.
O custo médio da DPF acumulado em 12 meses passou de 12,59% ao ano, em agosto, para 12,63% em setembro.
O crescimento da dívida em setembro foi determinado principalmente pela incorporação dos juros ao saldo devedor, e não pela emissão líquida de novos títulos.
Segundo o Tesouro, as emissões da DPF somaram R$ 189,44 bilhões no mês, enquanto os resgates alcançaram R$ 188,67 bilhões. A diferença resultou em emissão líquida de R$ 760 milhões.
A dívida interna, representada pelos títulos emitidos no mercado brasileiro, cresceu 1,04%, de R$ 8,94 trilhões para R$ 9,04 trilhões.
Desse aumento, R$ 89,29 bilhões corresponderam à apropriação de juros e R$ 3,78 bilhões à emissão líquida de títulos.
Já a dívida externa recuou 0,82%, de R$ 348,26 bilhões para R$ 345,41 bilhões. Essa parcela representa 3,68% do endividamento federal. A dívida interna responde por 96,32% do estoque total.

