Três pessoas foram condenadas por crimes envolvendo armas de fogo durante uma operação que apura a atuação de uma milícia privada em Rondônia. O grupo foi denunciado por usar seguranças armados para intimidar e expulsar pessoas de áreas rurais em disputa por terras, além de esconder dinheiro de origem ilegal por meio de empresas de fachada.

Esta é a primeira condenação da Operação Labirinto de Bronze, realizada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) em maio deste ano. Na primeira fase, foram bloqueados e apreendidos bens avaliados em milhões de reais, incluindo imóveis, veículos, máquinas, dinheiro e mais de 1,6 mil cabeças de gado. Em setembro, três pessoas foram presas na segunda fase da operação.

As condenações foram determinadas na quarta-feira (28), pela 3ª Vara Criminal de Ariquemes. Juntas, as penas passam de 10 anos de prisão. Os nomes dos condenados não foram divulgados.

Armas foram encontradas em propriedade rural

As condenações são resultado de buscas feitas em uma propriedade rural de Cujubim (RO), com apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar.

No local, foram apreendidas duas pistolas calibre 9 mm, uma espingarda calibre 12, uma carabina calibre .38 e um revólver calibre .38 com a numeração raspada, além de munições.

Segundo o MPRO, parte das armas estava guardada no quarto usado por um dos condenados. O revólver com a numeração raspada foi encontrado no quarto de outro. O órgão também informou que duas armas registradas em nome da terceira condenada foram emprestadas irregularmente a outras pessoas.

Veja as penas

Um dos condenados recebeu pena de 4 anos, 9 meses e 5 dias de prisão, em regime inicial fechado, por posse ilegal de armas de uso restrito e permitido.

O segundo foi condenado a 3 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por manter uma arma com a numeração raspada.

A terceira condenada recebeu pena de 2 anos e 4 meses de prisão, em regime inicial aberto, por porte ilegal de arma de uso permitido.

A Justiça manteve a prisão preventiva dos dois condenados que já estavam presos. Também determinou que as armas e munições apreendidas sejam enviadas ao Comando do Exército para destruição ou doação.

O MPRO informou que vai recorrer para tentar aumentar as penas e fazer com que os três condenados cumpram a prisão inicialmente em regime fechado. O órgão considera a quantidade e a variedade de armas apreendidas e a suspeita de envolvimento do grupo em ações violentas em disputas por terras.

Martelo da Justiça