Entre os contratos de curto prazo, as taxas encerraram com leves baixas.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,355%, em queda de 5 pontos-base ante o ajuste de 14,405% da véspera. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,23%, com alta de 10 pontos-base ante 15,13%.
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Os Estados Unidos divulgaram pela manhã que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 3,4% no terceiro trimestre do ano, acima da projeção de 3,2% dos economistas ouvidos pela Reuters, enquanto os gastos do consumidor em setembro avançaram 0,5%.
Já o PCE (núcleo do índice de inflação), bastante acompanhado pelo Fed (Federal Reserve) para a formulação da política monetária, subiu 0,3% em setembro, em linha com o esperado. O PCE cheio avançou 0,5% no mês passado.
Em outra divulgação, os EUA informaram que os pedidos de auxílio-desemprego no país somaram 194 mil na semana passada, ante estimativa de 199 mil.
Na esteira dos números, os rendimentos dos Treasuries passaram a exibir baixas firmes, em uma sessão em que o petróleo Brent também se manteve em queda, ainda que limitada.
No Brasil, as taxas dos DIs de longo prazo exibiram leves baixas ante os ajustes da véspera, em sintonia com o recuo dos Treasuries, mas ao longo da manhã ganharam força e migraram para o território positivo.
Às 14h13, a taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu a máxima de 15,385% (+26 pontos-base).
Operador ouvido pela Reuters pontuou que a vitória de Lula, que surpreendeu negativamente o mercado, continuava a influenciar os negócios.
Ao mesmo tempo em que aguardavam indicações sobre quem ocupará em 2027 as principais pastas, como o Ministério da Fazenda, os agentes esperavam por detalhes sobre como será a política fiscal do novo governo Lula . O controle das contas públicas segue como a principal preocupação dos investidores.
Em postagem em rede social nesta quinta-feira, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que o “tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular” e que o “candidato da Faria Lima perdeu e fugiu para os EUA”.
Ministro da Fazenda repercute reação do mercado após reeleição de Lula | ABERTURA DE MERCADO
Na quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL) – candidato derrotado à Presidência da República, que tinha o apoio da Faria Lima – chegou aos EUA após fugir do Brasil.
Investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Flávio se declarou em carta “legítimo presidente eleito” e, posteriormente, “líder do Brasil”.
Os partidos da base de apoio de Flávio, no entanto, reconheceram a eleição de Lula.
No mercado, um dos receios é de que a presença de Flávio nos EUA eleve os atritos do país com o Brasil, o que poderia afetar a economia e, no limite, o câmbio e os juros.
Pela manhã, o Tesouro Nacional informou que o governo central registrou forte elevação de receitas em setembro e alcançou no mês um superávit primário de R$ 4,839 bilhões. O resultado foi melhor que o saldo negativo de R$ 14,379 bilhões observado no mesmo mês de 2025.
Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, fosse superavitário em R$ 4,650 bilhões no mês passado. Às 16h36, o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões de investimento – caía 7 pontos-base, a 4,972%.

