O resultado foi impactado principalmente pelos menores preços do minério de ferro e pelo aumento de custos operacionais decorrentes da valorização do real e da alta do frete marítimo.

Em contrapartida, a receita líquida somou US$ 10,599 bilhões, uma alta de 2% na comparação anual, impulsionada pelo bom desempenho do segmento de metais básicos.

No segmento de minério de ferro, o preço médio realizado caiu 10% no ano, ficando em US$ 85,1 por tonelada. Ainda assim, o volume de vendas manteve-se estável, em 86,3 milhões de toneladas, devido ao escoamento de estoques, compensando a menor produção no Sistema Norte.

Já a divisão de metais para a transição energética apresentou forte desempenho: o preço do cobre subiu 56% ano a ano, atingindo US$ 15.314 por tonelada e elevando o Ebitida do segmento em 66%, enquanto as vendas de níquel saltaram 16,1%, alcançando 49,8 mil toneladas.

A mineradora apresentou uma sólida geração de fluxo de caixa livre total de US$ 2,23 bilhões e reduziu a sua dívida líquida expandida para US$ 16,413 bilhões.

Na frente socioambiental, a empresa atingiu 84% de conclusão dos compromissos do acordo de Brumadinho e retirou o nível de emergência da barragem B7A em Minas Gerais após a conclusão das obras de descaracterização.

A administração da Vale reafirmou todas as suas metas de produção para 2026, prevendo encerrar o ano na metade superior das projeções para cobre e níquel.