O depoimento foi enviado pela PF ao Supremo Tribunal Federal nesta 5ª feira (29.out.2026), só 1 dia depois de Vorcaro ter sido indiciado junto a outras 14 pessoas por crimes financeiros ligados ao Banco Master.

Durante sua fala, a delegada afirmou que o empresário cometeu fraude ao pegar “carteira da base de dados que, aparentemente, quem trouxe foi o seu sócio, ou ex-sócio, Augusto Lima, e internaliza em sistema do seu banco” . Vorcaro respondeu: “Eu fiz isso? A senhora tem prova?” .

Palazzo insistiu e afirmou que houve uma “baixa” de R$ 2,2 bilhões no BRB (Banco de Brasília), prejuízo causado por carteiras de crédito podres, originadas na Tirreno Consultoria –apontada pela PF como uma empresa de fachada– e repassadas ao BRB pelo Banco Master.

Vorcaro nega irregularidades

Vorcaro voltou a negar a prática de irregularidades e afirmou que tentava só resolver um “problema” na troca de ativos da Tirreno.

“Onde que eu fiz alguma coisa de errado neste processo para estar há 1 ano preso? A minha família toda destruída, com tudo acabado. Fui resolver um problema, de boa-fé” , disse.

Em seguida, o fundador do Master pediu “um voto de confiança” e para ser solto. Ele cumpre prisão preventiva no presídio da Papudinha , no Distrito Federal, desde março de 2026.

“Não dá para fazer uma análise sem ver o filme todo. Vamos fazer uma perícia. Me solta, 1º, para não ficar esperando, deixa eu esperar em casa. Vamos fazer isso para que não se cometa injustiça. Estou pedindo um voto de confiança” , afirmou Vorcaro.

No fim do depoimento, que durou cerca de duas horas, o empresário ressaltou que não cometeu irregularidades.