Depois de enfrentar uma epidemia nos últimos anos, o Rio Grande do Sul registra uma queda expressiva nos casos de dengue em 2026. O número de confirmações da doença caiu cerca de 95% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Neste ano, o Estado contabilizou cerca de 2,4 mil casos de dengue. No mesmo período de 2025, foram mais de 52 mil registros.

Também houve redução no número de mortes associadas à doença: depois de 53 óbitos no ano passado, três foram registrados até agora em 2026.

🦟 O mosquito Aedes aegypti é transmissor de doenças perigosas: a dengue, a zika, a chikungunya e a febre amarela. A espécie é uma seguidora do ser humano.

Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), a redução dos casos está relacionada ao trabalho de monitoramento, prevenção e controle do Aedes aegypti realizado pelo Estado e pelos municípios, aliado à colaboração da população no combate aos criadouros do mosquito.

"A Secretaria e os municípios têm feito um trabalho bastante grande com o apoio da população para a gente evitar os criadouros, evitar os mosquitos e assim poder controlar e diminuir os casos da doença", diz o diretor-adjunto do CEVS, Marcelo Valandro.

Apesar do cenário mais favorável, autoridades de saúde alertam que a redução não significa o fim do risco, especialmente com a aproximação do verão, período em que o mosquito transmissor costuma se proliferar com mais facilidade.

Como se prevenir

Pote com água e terra

A prevenção começa dentro de casa. Recipientes que acumulam água, como vasos de plantas, baldes e outros objetos expostos à chuva, podem servir de ambiente para a reprodução do mosquito.

"Quando elimina um criadouro, elimina centenas, milhares de ovos que vão virar o vetor. Eliminar os mosquitos infectados é muito mais trabalhoso", explica Valandro.

Por isso, cuidados simples, incorporados à rotina, continuam sendo considerados fundamentais.

Imagem de mosquito

A aposentada Marilene Jelinek Dihl, por exemplo, mantém atenção constante aos vasos e temperos que cultiva no pátio:

"Rego todos os dias, junto água da chuva e molho as plantas e procuro deixar os vasinhos, o máximo possível, os pratinhos virados para baixo", descreve.

Mesmo com a queda acentuada dos casos, a recomendação é que os cuidados não sejam abandonados. Isso porque o mosquito continua presente e as condições mais quentes dos próximos meses favorecem a reprodução do inseto.

Para os especialistas, eliminar água parada segue sendo uma das medidas mais eficientes no combate à dengue. A estratégia é considerada mais eficaz do que agir apenas depois que os mosquitos já estão circulando, porque impede o desenvolvimento de centenas ou até milhares de novos insetos.

Entre as medidas adotadas estão:

o descarte correto de materiais que possam acumular água;

os cuidados com vasos de plantas;

a manutenção de piscinas limpas.

A orientação das autoridades de saúde é aproveitar o momento de baixa circulação da doença para reforçar a prevenção.

"Esse trabalho de prevenção e aproveitar esse momento de poucos casos é fundamental para a gente manter esse cenário, ainda mais no verão que está vindo", comenta o diretor-adjunto do CEVS.

Imagem de mosquito

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