O Cruzeiro segue embalado no Campeonato Brasileiro e se aproximou ainda mais da vaga na próxima Libertadores. Com um primeiro tempo que beirou à perfeição, bateu o rival Atlético-MG, na Arena MRV, e conquistou a terceira vitória seguida.
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O clássico era visto com um jogo-chave na tabela do Campeonato Brasileiro. Significava possibilidade de afirmação na terceira posição e o afastamento em relação a um adversário direto que apresenta viés de crescimento no torneio.
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E a postura do Cruzeiro foi a melhor possível, deixando de lado qualquer chance de abatimento pela eliminação para o Atlético na Copa do Brasil. Dono do jogo desde o primeiro minuto, a equipe teve um dos melhores recortes da equipe nos 45 minutos iniciais neste ano.
A escalação de Artur Jorge foi a esperada. Sem Felipe Morais, manteve Zé Lucas no meio-campo e deu mais liberdade para Gerson se aproximar de Matheus Pereira, Arroyo e Kaio Jorge. O quarteto se entendeu bem – não só para criar as principais jogadas, mas também para dificultar a saída de bola rival.
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Tudo isso com suporte da dupla de volantes – Zé Lucas e Romero – e uma linha defensiva muito firme, especialmente em embates diretos, como há tempos não se via em jogo de alta complexidade.
O Cruzeiro empilhou chances no primeiro tempo mostrando repertório. Criou desde os pés dos zagueiros (com paciência ou de forma vertical, como nos gols perdidos por Kaio e Arroyo), mas também se aproveitando da pressão sobre a bola na intermediária ofensiva e no meio-campo.
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O ponto negativo foram os gols perdidos. O Cruzeiro poderia ter levado para o vestiário um placar que praticamente garantiria os três pontos. Os gols perdidos, por pouco, não fizeram falta no segundo tempo.
As substituições de Barba melhoraram o Atlético, que abriu o campo utilizando Alan Minda e Renan Lodi. Ambos geraram dificuldades a William e Villalba e colocaram o rival em superioridade ofensiva, algo que não praticamente não aconteceu no primeiro tempo. Otávio não trabalhou, mas o Cruzeiro teve o gol rondado.
Na segunda metade da etapa final, Artur Jorge reagiu ao cenário e fez o Cruzeiro controlar o setor defensivo. Arroyo foi eficiente na recomposição pela direita. Na esquerda, Viña e Bruno Rodrigues foram mais seguros do que Villalba e Gerson, por características e também por terem fôlego renovado.
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No fim das contas, a vitória foi construída, não chegou por acaso. Poderia – e deveria – ter sido mais tranquila, mas o Cruzeiro sai da arena MRV com algo além do resultado. Jogou e conquistou pontos para respirar na tabela e manter o fôlego no momento mais importante do Campeonato Brasileiro.
Atualmente, a terceira colocação é merecida. Enquanto Bahia, Fluminense, Atlético-MG e Athletico oscilam, o Cruzeiro pisa no acelerador e empilha vitórias. O jogo contra o Bahia será a oportunidade de praticamente se garantir na Libertadores.
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