A repercussão ganhou força às vésperas das eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para terça-feira (3), e durante a campanha eleitoral da Espanha, onde o primeiro-ministro Pedro Sánchez tenta conter o avanço da direita.
Um dos principais personagens dessa movimentação é o deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reuniu mais de 10 milhões de participantes durante a campanha. A estratégia ganhou destaque na imprensa internacional e despertou o interesse de partidos europeus.
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Para a esquerda, o resultado das urnas brasileiras também interrompe a sequência de cinco vitórias da direita na América Latina e pode assentar o terreno para vitórias eleitorais futuras, em países como França e Argentina.
Adotado como mote de campanha petista, o “faz o L” ultrapassou as eleições brasileiras e, após a vitória de Lula, tem sido utilizado como símbolo internacional de resistência progressista.
O símbolo foi replicado pela presidente do México, Claudia Sheinbaum, na segunda-feira (26) ao comemorar a vitória de Lula no pleito brasileiro. Desde então, o símbolo já foi visto sendo feito por manifestante em Móstoles, na região de Madri, na Espanha, durante mobilização do grupo Frente Amplio.
Na França, apoiadores de Jean-Luc Mélenchon passaram a utilizar referências à campanha brasileira em meio às discussões sobre a eleição presidencial de 2027.
Janonismo além do Brasil
A mobilização digital organizada por Janones foi apontada pelo jornal espanhol El País como um dos fatores que contribuíram para a recuperação eleitoral de Lula entre o primeiro e o segundo turno.
O deputado coordenou ações de compartilhamento de vídeos, divulgação de mensagens e mobilização de apoiadores pelas redes sociais. Após a vitória, recebeu um agradecimento público do presidente reeleito.
A movimentação chamou atenção ao ponto de Janones ser convidado a colaborar com a campanha de Pedro Sánchez, que enfrenta eleições na Espanha em novembro. O contato teria ocorrido por intermediários, e a participação ainda depende de negociações.
O interesse ultrapassou a Espanha. Integrantes da esquerda francesa e argentina também passaram a acompanhar a experiência brasileira de organização digital, enquanto ativistas americanos discutem estratégias semelhantes para enfrentar o trumpismo.
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