A XP esclarece que as fazendas mencionadas não integram o patrimônio dos fundos FLEM11 e FZDB11. A XP, na qualidade de administradora, atua com responsabilidade e diligência na análise e aquisição de ativos, considerando aspectos jurídicos, ambientais e socioambientais, em conformidade com a legislação aplicável e suas políticas internas.

A TANE Capital esclarece que a Fazenda Tabuleiro VII não integra o patrimônio dos fundos FLEM11 e FZDB11 sob sua gestão. Todas as áreas adquiridas pelos fundos citados possuem reservas legais já definidas e aprovadas pela legislação vigente e órgãos ambientais. A gestora conduz todos seus processos com responsabilidade, diligência e em conformidade com a legislação ambiental vigente, agindo de forma transparente com os investidores.

Repórter Brasil) A SLC faz análises de impacto socioambiental das propriedades antes dos arrendamentos? Como esse monitoramento é realizado em relação às Reservas Legais das propriedades?

A SLC Agrícola conta com mais de 130 mil hectares de áreas nativas preservadas e segue os limites estabelecidos por lei. Em 2021, a empresa instituiu a Política de Desmatamento Zero, para assegurar a conservação dos ecossistemas onde atua. Não adquire, arrenda ou estabelece negócios em imóveis que tenham registrado desmatamento de vegetação nativa após agosto de 2021, ainda que esse desmatamento tenha ocorrido por terceiros ou esteja de acordo com a legislação vigente. Também não realiza supressões de vegetação nativa em áreas onde teria respaldo legal para fazê-lo. A operação da companhia cresce a partir da ampliação da produtividade e do uso de áreas já consolidadas, sempre com base em planejamento técnico e monitoramento contínuo por imagens de satélite. Ao seguir essa política, a SLC Agrícola contribui para a preservação da biodiversidade, a proteção dos recursos naturais e a manutenção dos serviços ecossistêmicos, reafirmando seu compromisso com uma produção responsável, operação dentro da legislação vigente e com uma visão de longo prazo para o agronegócio brasileiro.

Repórter Brasil) A SLC tinha conhecimento sobre o histórico da Fazenda Tabuleiro VII antes do arrendamento? Se sim, quais os critérios considerados nesse arrendamento?

O imóvel citado na localidade de Capão do Modesto, no município de Correntina (BA), está distante das operações da companhia. A SLC Agrícola não opera nessa área. No mapa abaixo, é possível observar que a comunidade de Capão do Modesto está distante cerca de 37 km, em linha reta, das operações da companhia.

Os perímetros em amarelo referem-se aos imóveis arrendados e, em verde, os imóveis próprios. Na posição superior direita, trata-se de reserva legal pertencente ao imóvel próprio da Fazenda Paysandu localizado no município de São Desidério, ou seja, igualmente distante da localidade de Capão do Modesto (no círculo tracejado vermelho) e em outra municipalidade.

Repórter Brasil) A SLC divulga políticas de Direitos Humanos como norteadoras de suas ações e afirma que “no relacionamento com as comunidades, buscamos ir além do cumprimento das normas, promovendo respeito e melhoria contínua”. A empresa também é signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). A SLC avalia que o arrendamento de fazendas com reserva legal sobrepostas a uma área com conflito fundiário fere, de alguma maneira, as políticas socioambientais da companhia?

Conforme mencionado anteriormente, não há sobreposição a áreas com conflitos, pois a SLC Agrícola não opera na localização citada. De toda forma, a empresa reafirma que é signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), alinhando suas operações aos Dez Princípios e aos Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura (Peaa), e faz parte do Grupo de Trabalho de Alimentos e Agricultura da Rede Brasileira do Pacto Global, da iniciativa Ambição Net Zero e do Movimento Conexão Circular.

Repórter Brasil) A SLC tinha conhecimento dos relatos de violência e intimidação associados ao conflito fundiário na área da Fazenda Tabuleiro VII ou de elementos desse contexto? Após as informações prestadas pela Repórter Brasil, a empresa adotará alguma ação? Em caso afirmativo, podemos destacar isso na matéria.

A SLC Agrícola reforça que não opera e não tem relação com as áreas mencionadas pela reportagem, e reafirma seu compromisso com as comunidades locais onde opera, buscando sempre a conformidade com legislação vigente e boas práticas socioambientais.

Outro lado adicional, enviado no dia 26 de outubro:

A SLC Agrícola informa que mantém relações comerciais com diferentes empresas atuantes no mercado nacional e internacional de commodities agrícolas, em linha com sua estratégia comercial e observadas as condições de mercado. Ressalta ainda que divulga regularmente em seus relatórios públicos a composição consolidada de sua carteira de clientes, observando critérios de transparência e governança. Entretanto, a companhia não divulga nem comenta informações comerciais relacionadas a fazendas específicas, fluxos logísticos, clientes atendidos por unidade produtiva, datas de carregamento ou contratos individuais.

Por fim, a SLC Agrícola reforça que suas operações seguem rigorosos padrões de compliance, rastreabilidade e sustentabilidade, em conformidade com suas políticas corporativas e com a legislação aplicável.

A Bunge monitora todos os seus fornecedores por meio de um sistema abrangente de monitoramento socioambiental e rastreabilidade, que combina informações geoespaciais, dados disponíveis publicamente e processos de diligência para avaliar a conformidade ambiental e identificar eventuais riscos associados às propriedades fornecedoras.

Durante o processo de monitoramento das operações deste fornecedor, a Bunge entrou em contato com a SLC Agrícola para verificar informações relacionadas a conflitos reportados na região de Capão do Modesto. A SLC Agrícola apresentou evidências de que as áreas nas quais opera não estão localizadas nessa região.

A Bunge reitera que não tolera violações de direitos humanos em nenhuma etapa de suas operações ou de sua cadeia de suprimentos, em conformidade com sua Política Global de Direitos Humanos . A empresa também mantém canais oficiais de denúncia e um sistema automatizado de bloqueio de fornecedores com base em informações disponíveis publicamente, incluindo a Lista Suja do Trabalho Escravo no Brasil.

Além disso, o Código de Conduta de Fornecedores da Bunge estabelece as expectativas da empresa e orienta os fornecedores a adotar as melhores práticas e atuar de acordo com elevados padrões de ética e integridade. Isso inclui a proibição de todas as formas de trabalho forçado e de condições análogas à escravidão, em linha com os princípios e padrões internacionais refletidos na Política de Direitos Humanos da Bunge.

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