Em 31 de março de 2024, o empresário perdeu o controle do Porsche que dirigia e atingiu o carro da vítima na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste de São Paulo (SP). Segundo as investigações, Sastre estava em alta velocidade antes de bater no veículo de Viana, um Renault Sandero. Na hora do acidente, a velocidade do Porsche era de 156 km/h. O motorista de aplicativo chegou a ser levado ao hospital, onde morreu.
Segundo a sentença da juíza Melanie Liesenberg, elaborada a partir do entendimento do júri, também foi declarada a inabilitação de Sastre para dirigir. A magistrada relatou que ele ignorou os pedidos dos amigos para que não conduzisse o veículo. De acordo com os autos, ele estava sob o efeito de álcool.
“As advertências desconsideradas e a consequente decisão de prosseguir na condução foram utilizadas como elementos de convencimento acerca da assunção do risco, que embasou o reconhecimento do dolo eventual pelo Conselho de Sentença” , escreveu na sentença.
A magistrada declarou que o empresário voltou a dirigir “menos de 1 mês após cumprir suspensão do direito de dirigir imposta por anterior disputa de corrida em via pública” . Afirmou ainda que o crime resultou na orfandade e desamparo material da filha adolescente de Viana.
Já Marcus Vinicius, amigo de Sastre que estava no banco do passageiro, teve lesão corporal gravíssima, perdeu o baço, passou por várias cirurgias e faz tratamento psicológico e médico.
Anteriormente, em depoimento à polícia e em entrevistas, Sastre negou ter consumido bebida alcoólica. No entanto, na audiência de 5ª feira (29.out), ele disse que consumiu dois drinks à base de uísque horas antes do acidente.
O empresário não poderá recorrer em liberdade.

