Um adolescente de 17 anos, identificado como Kaio Eduardo Souza da Silva, morreu após ser baleado durante um confronto com policiais militares nesta quinta-feira (29), no bairro Guaraná II, em Alta Floresta, a 800 quilômetros de Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, o jovem teria sacado um revólver e disparado contra a equipe durante uma tentativa de abordagem. Ele foi atingido pelos tiros dos policiais, socorrido e levado ao Hospital Regional do município, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a PM, os policiais receberam denúncias anônimas de que o adolescente estaria comercializando drogas em uma residência no bairro. As informações também apontavam que ele teria ligação com uma facção criminosa e seria responsável por atividades relacionadas ao tráfico e à disciplina do grupo na região.
Durante o patrulhamento, encontraram o jovem em frente ao imóvel, com um volume na cintura que levantou suspeita de ser uma arma. Ao perceber a aproximação dos policiais, o adolescente teria ignorado a ordem de abordagem e corrido para dentro da casa. Conforme a versão apresentada pela PM, ele sacou um revólver e efetuou disparos contra os militares. A equipe reagiu para interromper os tiros e atingiu o jovem. Depois do confronto, os policiais retiraram a arma do adolescente e o encaminharam para atendimento médico. Apesar dos esforços da equipe hospitalar, ele morreu.
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Ainda durante a ocorrência, um segundo homem, que também estaria armado, fugiu da residência. Ele não foi identificado e não havia sido localizado até a última atualização dessa reportagem.
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Nas buscas realizadas no imóvel, os militares encontraram 39 porções de maconha, duas balanças de precisão e R$ 217,65 em dinheiro trocado, além do revólver calibre .22 que, segundo a corporação, estava com o adolescente.
Conforme a Polícia Militar, Kaio possuía registros anteriores relacionados a diferentes ocorrências, entre elas tráfico de drogas, participação em organização criminosa, corrupção de menores, tortura, lesão corporal dolosa, ameaça e redução de pessoa à condição análoga à de escravo.
As caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

