A XP Investimentos, em relatório assinado pelos analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, considera os resultados do 3T26 fracos, com o EBITDA do segmento de Aço ficando abaixo tanto das estimativas quanto da projeção anterior da administração, que já era conservadora. Além disso, a perspectiva para o 4T26 indica uma pressão adicional sobre os lucros em relação ao trimestre anterior.

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Apesar do aumento no volume de aço, a inflação de custos mais do que compensou os benefícios da alavancagem operacional, com o Custo dos Produtos Vendidos por tonelada (CPV/t) aumentando em relação ao trimestre anterior e impactando negativamente as margens.

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Na mesma linha, o Bradesco BBI destacou que os números reforçam uma perspectiva cautelosa para 2027, diante da baixa visibilidade sobre uma recuperação dos fundamentos do setor siderúrgico.

A divisão de aço foi a principal decepção, segundo a equipe do Bradesco BBI, liderada pelo analista Rafael Barcellos. Os preços realizados recuaram apesar dos efeitos residuais dos reajustes aplicados no segundo trimestre e da composição mais favorável das vendas, indicando, na avaliação dos analistas, a concessão de descontos ao longo do período.

Para JPMorgan, o principal motivo para o desempenho inferior foi a divisão de aço. O Ebitda do segmento atingiu R$ 538 milhões, recuo de 21,8% na comparação trimestral e resultado 18% abaixo da nossa projeção. O desvio foi explicado principalmente pelo aumento dos custos, que avançaram 3,3% em relação ao trimestre anterior e ficaram 1% acima da nossa estimativa.

A companhia destacou que os maiores custos de placas de aço e coque, além da desvalorização do real frente ao dólar, pressionaram o custo dos produtos vendidos por tonelada (CPV/t).

Na divisão de mineração, o Ebitda somou R$ 19 milhões, em linha com a expectativa do JPMorgan de geração praticamente nula de resultado operacional no trimestre. O desempenho foi pressionado pela queda de 7,3% nos preços realizados, pelo aumento dos custos, sobretudo com frete, e pela redução de 18,4% nos volumes.

Para o futuro, a XP manteve uma postura cautelosa em relação às projeções para o 4T26 e 2027, visto que as altas taxas de juros e um cenário doméstico mais desafiador devem continuar a restringir a demanda e os preços do aço. Ao mesmo tempo, o fraco desempenho do minério de ferro e os maiores custos de frete marítimo também representam obstáculos para os resultados do segmento de Mineração.

O Morgan Stanley avalia que as projeções da Usiminas para o quarto trimestre de 2026 podem levar a revisões para baixo nas estimativas. Na divisão de aço, a companhia espera uma queda moderada dos resultados operacionais. O aumento das exportações deve compensar a sazonalidade negativa das vendas domésticas, mas uma composição menos favorável deve reduzir a receita líquida por tonelada. Além disso, os custos devem continuar pressionados pelas matérias-primas, pelos insumos e pela energia.

Na mineração, a expectativa é de volumes menores de vendas de minério de ferro, considerando os preços atuais da commodity e as taxas de frete marítimo.

O Bradesco BBI, Itaú BBA e Morgan Stanley manteve recomendação neutra para Usiminas, com preço-alvo de R$ 8,50, R$ 8,00 e R$ 8,80, respectivamente. O JPMorgan, por sua vez, reiterou classificação de compra e preço-alvo de R$ 10,50.

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