O contingente de trabalhadores sem ocupação no país recuou para 5,6 milhões de pessoas, o que equivale a uma redução de 234 mil desempregados em relação ao trimestre anterior e de 417 mil na comparação anual. Simultaneamente, a população ocupada alcançou o pico histórico de 103,6 milhões de trabalhadores, apresentando expansão de 0,6% (mais 581 mil pessoas) no trimestre e de 1,2% (mais 1,2 milhão) em 12 meses.
Construção civil e setor público alavancam geração de vagas
A expansão do contingente de trabalhadores foi impulsionada com vigor pelo setor da construção civil, que registrou crescimento de 2,8% na ocupação no trimestre, incorporando 210 mil pessoas ao mercado de trabalho. Outro marco da pesquisa foi o total de empregadores, que atingiu o patamar recorde de 4,5 milhões de pessoas (alta de 4,3% no trimestre e 6,4% em um ano), atuando como multiplicadores de novas oportunidades de emprego.
O setor público também alcançou a marca histórica de 13,2 milhões de ocupados. O avanço de 2,5% em 12 meses (mais 317 mil trabalhadores) concentrou-se majoritariamente no âmbito municipal, impulsionado pela admissão de profissionais da educação básica (cerca de 45 mil professores) e funções administrativas.
Estabilidade na carteira assinada, renda em alta e massa salarial recorde
Por outro lado, o emprego formal no setor privado com carteira assinada manteve-se estável em 39,4 milhões de pessoas. O mesmo padrão de estabilidade ocorreu entre os empregados sem carteira (13,7 milhões), trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) e trabalhadores domésticos (5,4 milhões). Analistas do IBGE indicam que a estabilização nesses segmentos esteve relacionada à cautela de empresários no período que antecedeu as definições eleitorais.
No cenário financeiro, o rendimento médio real habitual ficou em R$ 3.790, permanecendo estável na comparação trimestral, mas com avanço de 3,6% em relação ao terceiro trimestre de 2025, representando um ganho de R$ 131. A massa de rendimento real habitual atingiu o topo histórico de R$ 387,5 bilhões, com crescimento de 1,5% no trimestre e de 4,7% no ano. Já o contingente de pessoas desalentadas somou 2,5 milhões, registrando recuo de 6,8% em 12 meses.

