A mulher de 21 anos que denunciou um estupro coletivo em Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia, está abalada com a situação, sem conseguir dormir e sem apetite, segundo a delegada Magda D´Ávila. De acordo com a Polícia Civil, três homens e um adolescente de 14 anos fizeram fila para cometer os abusos.

"Ela está acabada. Não come, não dorme, só chora", disse a delegada sobre o estado emocional da jovem.

De acordo com a delegada, a vítima está sendo assistida pela Secretaria Municipal da Mulher, pois é "muito humilde". Por causa de um lapso de memória, a jovem não se lembra como deixou o local onde os abusos aconteceram. "Quando ela começou a recobrar a consciência, ela estava no Centro da cidade", esclareceu a delegada.

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Três homens de 21, 25 e 30 anos foram presos em flagrante. O adolescente envolvido foi apreendido nesta quinta-feira (29). Segundo a delegada, os adultos serão indiciados por estupro de vulnerável e corrupção de menor, enquanto o adolescente responderá por ato infracional semelhante ao crime de estupro de vulnerável.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, portanto, o g1 não conseguiu entrar em contato para pedir um posicionamento.

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Conversas após o crime

Durante a investigação, a polícia apurou que os suspeitos, que trabalham na mesma obra em que o pai dela trabalha, chegaram a falar com a vítima por mensagem. De acordo com a delegada, a mulher entrou em contato com os homens, pois uma das testemunhas havia contado à ela o que aconteceu, mas ela estava "sem acreditar".

"Alguns falaram que teve relação e depois apagaram a mensagem, outros mentiram. 'Não, não aconteceu nada. A gente só te deu um banho'", disse a investigadora.

Ainda segundo a delegada, uma das testemunhas tentou intervir, mas disse que a vítima estava "fora de si".

A vítima denunciou o crime na última terça-feira (27), por volta das 8h. Segundo a polícia, a mulher foi até a kitnet onde os abusos aconteceram a convite dos suspeitos e, após ingerir bebida alcoólica, não se recorda do que aconteceu.

"Depois de beber o que eles ofereceram, ela disse que não se recorda de mais nada. Fizeram uma fila para estuprá-la. Identificamos um que ficou na porta cuidando de quem entrava e quem saía: 'Agora é você, agora é você'", afirmou a investigadora.

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A delegada Magda D'Ávila apurava se a vítima havia sido dopada. Segundo ela, os suspeitos alegam que ela chegou ao imóvel "ruim", sem conseguir andar direito, e alegam que as relações sexuais foram consentidas. Entretanto, a investigadora descarta essa possibilidade.

"O fato de ela não ter capacidade de se expressar e de consentir com o ato é estupro de vulnerável", afirmou a delegada.

Envergonhada, a vítima teve dificuldade para ir até a delegacia. Em entrevista, Magda D´Ávila disse que precisou convencer a jovem a registrar o crime.

"Ela mandou uma mensagem no WhatsApp, dizendo que ela estava com muita vergonha. Eu tive que conversar com ela e convencê-la de vir. [...] Ela ficava o tempo todo falando que estava com nojo dela mesma, do que as pessoas iam falar", disse a investigadora.

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