A capacidade total recuou 0,2% no mesmo confronto , e a taxa de ocupação ficou em 83,2%, queda de 0,3 p.p. (ponto porcentual) ante setembro de 2025.
No mercado internacional , a demanda cresceu 0,4% e a capacidade aumentou 0,5% na comparação anual. O fator de ocupação foi de 83,6%, recuo de 0,1 p.p..
Demanda global por carga aérea sobe 3,9% em julho ante igual mês de 2025
Demanda global por carga aérea cresce 4,4% em agosto, diz IATA
Estudo estima passagens aéreas 16% mais caras com reforma tributária
Já no mercado doméstico, a demanda caiu 2,2% e a capacidade diminuiu 1,3%, com taxa de ocupação de 82,5%, queda de 0,7 p.p..
Para a vice-presidente sênior de Sustentabilidade e economista-chefe da Iata, Marie Owens Thomsen, o recuo da demanda refletiu a fragilidade no Oriente Médio e na América do Norte.
“Mesmo assim, houve uma melhora em relação a agosto, com um retorno bem-vindo ao crescimento na maioria dos mercados internacionais. Esses padrões se repetiram ao longo de grande parte do ano, e podemos esperar que isso continue em meio à incerteza geopolítica e à volatilidade dos preços dos combustíveis”, destaca.
Para a executiva, a capacidade global de assentos programados deve permanecer acima dos níveis de 2025 em outubro e novembro , mas as taxas de crescimento continuam fracas e bastante desiguais entre as regiões.
Desempenho por região
A Iata informou que a demanda total medida em RPK (passageiros-quilômetro pagos, em inglês) internacional avançou 0,4% em setembro de 2026 , com alta de 0,5% na capacidade, com melhora geral em relação a agosto na maioria das principais rotas.
Na Ásia-Pacífico, a demanda subiu 0,7% e a capacidade aumentou 0,4%, com taxa de ocupação de 83,1% (alta de 0,3 p.p.).
Na Europa, a demanda cresceu 1,8% e a capacidade avançou 1,2%, com ocupação de 86,1% (alta de 0,5 p.p.). Na América do Norte, a demanda ficou estável (0,0%) e a capacidade caiu 1,9%, com taxa de ocupação de 84,9% (alta de 1,6 p.p.).
No Oriente Médio, a demanda recuou 7,5% e a capacidade caiu 3,3%, com taxa de ocupação de 78,3% (queda de 3,6 p.p.).
Na América Latina, a demanda aumentou 8,2% e a capacidade cresceu 7,6%, com ocupação de 83,9% (alta de 0,5 p.p.). Na África, a demanda subiu 8,0% e a capacidade avançou 8,8%, com taxa de ocupação de 74,8% (queda de 0,6 p.p.).
No recorte doméstico, a demanda caiu 2,2% em setembro, na comparação anual , e afirmou que a resiliência na Austrália, no Brasil e na China foi superada pela contínua fraqueza nos Estados Unidos (-2,7%).
A entidade também informou que a Índia teve queda de 8,3% e que o tráfego doméstico do Japão diminuiu 0,8%, em parte por interrupções de voos relacionadas ao clima durante o período de viagens da Semana de Prata em setembro.

