A dor tem causa física
A dor durante a relação sexual tem nome na medicina: dispareunia. A endometriose é uma das possíveis causas. Quando os focos da doença ficam em regiões profundas da pelve, o movimento natural do corpo durante a relação puxa um tecido já inflamado. A dor é real, e não tem relação com desejo ou afeto.
A endometriose acontece quando um tecido parecido com o que reveste o útero por dentro cresce fora dele. Muitas mulheres escondem a dor por medo de não ser compreendida.
O que o silêncio faz com o casal
Uma revisão publicada em 2020 na Facts, Views & Vision in ObGyn, que reuniu 10 estudos com 411 parceiros, mostra o outro lado do problema. Em um deles, 80% dos parceiros disseram não ter recebido nenhuma informação sobre o impacto da doença no casal. Em outro, eles relataram sentir-se rejeitados pela falta de relação sexual, enquanto elas sentiam culpa pelo que o corpo não permitia. Sem conversa, cada um interpreta a distância à sua maneira, o que prejudica o casal. A endometriose é uma doença sentida não apenas pela mulher, mas por todos ao seu entorno.
O que o parceiro pode fazer na prática?
Acreditar na dor: Valide o que ela sente, mesmo que exames de imagem anteriores não tenham mostrado nada evidente.
Retirar a pressão: Não cobre desempenho ou frequência sexual. A pressão aumenta a ansiedade, o que contrai a musculatura pélvica e piora a dor.
Estar presente no diagnóstico: Acompanhe as consultas médicas. Ouvir as explicações do especialista ajuda a compreender a doença juntos.
"Sentir dor na relação nunca é normal. A causa dessa dor precisa ser investigada. Quando o parceiro acompanha a consulta desde o início, ele compreende que a dor é real e se torna um aliado fundamental no tratamento" afirma Tiago Castilho, cirurgião oncológico com atuação em cirurgia ginecológica e cirurgia de endometriose profunda. Para entender melhor esse impacto, veja o artigo: Dispareunia e os impactos na vida do casal.
Investigação e cuidado especializado
Quando existe dor, compreensão e apoio do parceiro podem fazer diferença na decisão da mulher de buscar ajuda.
Há mais de 10 anos, Tiago Castilho atende e opera mulheres com endometriose e acompanha casos em que a doença afeta diferentes dimensões da vida da paciente. Sua atuação cirúrgica inclui técnicas minimamente invasivas, como videolaparoscopia e cirurgia robótica, e o Cuidado 360º amplia essa visão ao incluir aspectos físicos, emocionais e familiares na jornada cirúrgica.
Para mais informações ou agendamento de consulta, entre em contato pelo telefone (44) 99169-8161.
Tiago Castilho é Cirurgião Oncológico com atuação em Cirurgia Ginecológica e Cirurgia de Endometriose Profunda, mestre e doutor na área, com mais de 10 anos de experiência no tratamento cirúrgico da doença. CRM-PR 22590 | RQE 2911 | RQE 844.

