Entre as reclamações estão filas longas e desorganizadas, dificuldades de acesso ao estádio, falta de sinalização, superlotação e falhas na disponibilização e validação de ingressos digitais.
A secretaria também questiona a venda de um lote adicional de ingressos para as 3 apresentações, realizada perto das datas dos shows. Quer saber quantos ingressos foram vendidos e se a quantidade respeita a lotação máxima autorizada.
A Live Nation deverá apresentar, em 24 horas, os documentos de segurança e funcionamento do evento, incluindo alvarás, licenças e o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).
Também terá que informar a quantidade de ingressos emitidos para cada data e setor, incluindo cortesias, credenciais e o lote adicional e quantos consumidores foram prejudicados.
A Ticketmaster terá que apresentar a quantidade de ingressos vendidos e emitidos por data e setor, explicar quando e como o lote adicional foi disponibilizado e informar se recebeu da produtora os documentos sobre a capacidade máxima do estádio antes de abrir as vendas.
A plataforma também deverá detalhar as falhas nos ingressos digitais, o número de consumidores afetados, a quantidade de entradas validadas nas catracas e as reclamações e solicitações de reembolso recebidas.
Segundo a Senacon, o descumprimento da notificação poderá resultar em multas de R$ 100 mil para cada empresa.
O Poder360 entrou em contato com a assessoria das empresas Live Nation Brasil e Ticketmaster Brasil para buscar um posicionamento das produtoras sobre a decisão da Senacon. Até o momento não houve respostas. O texto será atualizado caso alguma manifestação seja enviada a este jornal digital.
A Senacon também determinou que 5 plataformas suspendam, em até 72 horas, a intermediação de novas revendas de ingressos para eventos no Brasil. São elas: BuyTicket, FunBuyNet (Global Entretenimento), StubHub, TicketSwap Brasil e Viagogo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de 4ª feira (28.out.). Eis a íntegra (PDF-226kB).
Segundo a secretaria, foram identificadas falhas na transparência das operações, falta de informações sobre a natureza jurídica dos vendedores e ausência de clareza sobre o preço final dos ingressos, incluindo taxas e tributos.

