O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou à Justiça, nesta sexta-feira (30), um homem e uma mulher acusados de envolvimento na morte da gata Camila Regina em uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió. O órgão também pediu a prisão preventiva dos dois acusados.
Segundo a denúncia, o homem teria agredido a gata por quase cinco minutos, enquanto a mulher é apontada como mandante do crime. O caso aconteceu no dia 29 de agosto e foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento.
De acordo com o MP, o animal foi colocado dentro de um saco plástico, onde sofreu asfixia. Em seguida, o homem teria pisado repetidas vezes sobre a gata e desferido golpes contra ela, provocando a morte.
Ainda segundo a denúncia, após as agressões, a mulher teria deixado a academia levando o saco plástico com o corpo do animal.
A denúncia foi encaminhada à 10ª Vara Criminal da Capital. O Ministério Público pede que os dois respondam pelo crime de maus-tratos a animais, conforme a Lei de Crimes Ambientais.
“Requeremos o recebimento da denúncia e a instauração da ação penal contra ambos: o homem apontado como executor das agressões e a mulher indicada como mandante do crime”, afirmou a promotora Amélia Adriana de Carvalho Campelo.
Relembre o caso
Gata Camila Regina
A gata Camila Regina vivia nas proximidades da academia e era alimentada e cuidada por moradores e frequentadores do estabelecimento.
O animal desapareceu no dia 29 de agosto. Uma cuidadora percebeu a ausência da gata e, ao suspeitar que ela pudesse ter sido vítima de violência, procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência.
Durante as investigações, a Polícia Civil teve acesso às imagens das câmeras de segurança da academia, que mostram um funcionário arremessando o saco em que a gata estava e pisando sobre ele.
Os dois funcionários foram indiciados pela Polícia Civil no dia 23 de outubro. Segundo a investigação, um deles confessou o crime durante o interrogatório, enquanto o outro permaneceu em silêncio.
O caso foi investigado pela Delegacia de Crimes Ambientais, sob responsabilidade do delegado Joabe Amorim. Os nomes dos acusados não foram divulgados.

