Depois de investimentos de R$ 6 milhões e dez meses de testes fazendo o trajeto entre Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, o Bonde Urbano Digital (BUD) encerrou as operações. Com a conclusão dos testes, o veículo será entregue à fabricante chinesa, conforme o previsto no contrato.

O futuro do modal ainda é incerto e cabe à próxima gestão do Governo do Estado a decisão sobre uma possível implementação definitiva.

🚎 O Bonde Urbano Digital tem um modelo parecido com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Porém, em vez de trilhos, o BUD é guiado no asfalto, por meio de indução magnética: uma espécie de "trilho virtual". Os magnetos foram instalados no asfalto, a cada um metro.

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Durante a operação, o BUD funcionou diariamente, com quatro horários, totalizando 633 viagens, 6.433 quilômetros percorridos e 10.879 passageiros transportados, segundo dados da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep). Durante o período de testes, uma pesquisa de satisfação apontou aprovação de 93,1% dos usuários.

Conforme a Amep, no período em que esteve em funcionamento, foram realizados testes de dinâmica, estática, ruído, equipamentos e sistemas de segurança, comunicação e climatização, além de avaliações do diagrama de operação típico e do consumo de energia.

Agora, os dados servirão de base para que a agência avalie e compare o BUD com outros sistemas e veículos, como o BRT elétrico e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A Amep informou que uma eventual próxima etapa prevê a identificação de eixos com potencial para receber o sistema e a contratação de estudos e projetos para a construção de garagens, estações de embarque e desembarque, oficinas de manutenção, centrais de energia, centro de controle operacional e demais obras necessárias.

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Como funcionava o bonde digital?

Bonde Urbano Digital (BUD) fará rota entre Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba

Roberto Dziura Jr/AEN

A rota percorrida pelo veículo saia do Terminal de Pinhais, passando pela Avenida Ayrton Senna da Silva e a Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até chegar ao Terminal São Roque, em Piraquara, de maneira direta, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros.

O valor da passagem era de R$ 5,50, o mesmo cobrado pelo transporte tradicional, e ele poderia chegar a até 70 km/h.

O modal não precisa de motorista, tem orientação autônoma, mas, durante o período de teste, funcionou com um guia, ou "piloto auxiliar". Dessa forma, era possível fazer a condução do veículo fora do trilho digital.

O Bonde Urbano Digital é 100% elétrico. Ele possui baterias de íons de lítio de 600 kWh e pode ser carregado por meio de um dispositivo similar ao instalado no teto de trens e bondes elétricos para coletar energia elétrica da rede aérea.

Segundo o Governo do Paraná, 30 segundos são suficientes para garantir a autonomia de três a cinco quilômetros. Com carga completa, que leva 12 minutos, o veículo possui autonomia de até 40 quilômetros de operação contínua, conforme o governo.

O sistema está instalado em cidades da China e está em processo de instalação na Austrália. A aplicação no Paraná seguiu como referência o projeto realizado em Campeche, no México.

Bonde Urbano Digital tem capacidade para até 280 passageiros

Roberto Dziura Jr/AEN

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