O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu nesta sexta-feira (30) ao Judiciário que conceda uma liminar para impedir que o Alasca oficialize o resultado da eleição para o Senado caso o republicano Dan Sullivan perca a disputa. O pedido acontece em meio a um imblroglio que envolve outro candiato com o nome quase idêntico ao candidato apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Eleições de meio de mandato nos EUA: como funciona o sistema eleitoral americano?

Uma investigação publicada pelo jornal The New York Times na última quarta-feira (28) apontou que integrantes da campanha do Partido Democrata trabalharam para recrutar Dan J. Sullivan, xará do atual senador, Dan S. Sullivan, que tenta reeleição, com o objetivo de confundir eleitores no Alasca. A notícia irritou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o jornal, a iniciativa teria sido conduzida por integrantes da equipe da democrata Mary Peltola, ex-deputada que concorre ao Senado pelo estado.

O jornal afirmou ter chegado às conclusões com base em entrevistas, mensagens de texto e documentos preparados para uma possível ação judicial contra a campanha democrata.

A equipe de Peltola negou envolvimento na candidatura do segundo Dan Sullivan. O Comitê de Campanhas Democratas para o Senado (DSCC, na sigla em inglês), responsável pela estratégia do partido nas disputas para a Casa, também negou participação.

De acordo com a reportagem, em meados de 2025, um integrante da equipe de Peltola recebeu instruções de assessores para encontrar o maior número possível de pessoas chamadas Dan Sullivan no Alasca.

O senador Dan S. Sullivan (esquerda) e candidato Dan J. Sullivan (direita) disputam as primárias no Alasca

Mark Thiessen e Becky Bohrer/AP

Nos meses seguintes, a iniciativa teria avançado com viagens a comunidades remotas do estado e a atuação de um operador político que, segundo o jornal, usava um nome falso para abordar possíveis candidatos em bares e cervejarias.

Advogados da campanha de Peltola e integrantes da cúpula do DSCC também teriam participado de conversas sobre a estratégia. Os envolvidos chegaram a considerar a criação de um novo partido político para atrair eleitores conservadores, segundo o New York Times.

Nas primárias realizadas em agosto, Mary Peltola terminou em primeiro lugar, com 49,5% dos votos. O senador Dan S. Sullivan ficou em segundo, com 41,4%. Dan J. Sullivan recebeu 2,5%, o equivalente a 4.107 votos.

Pelo sistema eleitoral do Alasca, os quatro candidatos mais votados nas primárias avançam para a eleição geral. Assim, os dois candidatos chamados Dan Sullivan disputam a mesma vaga na votação marcada para 3 de novembro.

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