A data vem ganhando espaço no calendário do comércio e representa uma oportunidade para diferentes segmentos ampliarem as vendas, especialmente os de fantasias, maquiagem, decoração, vestuário e alimentação.
A comemoração atrai principalmente o público jovem, com destaque para consumidores de 18 a 30 anos, além de famílias com crianças. Fantasias inspiradas em filmes de terror, personagens populares e referências da cultura pop ajudam a impulsionar a procura por produtos temáticos e a organização de festas e eventos.
Halloween: vitrines temáticas e redes sociais impulsionam o comércio
Uma das tendências para o Halloween é a aposta em experiências imersivas e interativas. Vitrines com cenários temáticos e elementos decorativos ganham espaço ao incentivar os consumidores a tirar fotos e compartilhar os registros nas redes sociais.
A estratégia também permite que os lojistas ampliem a divulgação de produtos e ofertas nos canais digitais, invistam em campanhas temáticas e explorem pontos de venda temporários.
Entre os segmentos que podem aproveitar a data estão lojas de vestuário, maquiagem, armarinhos, fantasias, decoração e estabelecimentos de alimentação, especialmente os que comercializam doces e guloseimas.
Quanto custam os produtos de Halloween em Campinas?
Um levantamento de preços dos principais itens utilizados nas comemorações aponta as seguintes faixas de valores em Campinas:
Capas e asas: de R$ 22 a R$ 45;
Chapéu e nariz de bruxa: de R$ 18 a R$ 34;
Lápides decorativas: de R$ 12 a R$ 16;
Abóboras e velas: de R$ 12 a R$ 28;
Fantasias e maquiagem: a partir de R$ 220.
Os valores são referências e podem variar conforme o estabelecimento, a marca e o material dos produtos.
Além da comercialização de artigos característicos da data, a movimentação no comércio também é estimulada por eventos temáticos para adultos e crianças, promovidos por clubes, escolas de idiomas e outros espaços públicos e privados.
Criatividade pode atrair consumidores e movimentar estoques
Para o economista da Acic, Mário Eduardo Campos, o Halloween representa uma oportunidade para o comércio diversificar o mix de produtos, investir em ações promocionais e explorar estratégias criativas para atrair consumidores.
Na avaliação do economista do SindiVarejista de Campinas e Região, Jaime Vasconcellos, o potencial comercial da data vai além da venda de fantasias, doces e itens de decoração.
Em um cenário de consumo mais cauteloso, ações temáticas podem ajudar a atrair novos públicos e fortalecer a imagem dos estabelecimentos, inclusive daqueles que não comercializam produtos diretamente relacionados à comemoração.
Uma pesquisa realizada pela Globo em agosto de 2025 reforça o avanço da celebração no país. O levantamento apontou que 33% dos entrevistados pretendiam comemorar o Halloween naquele ano. Entre consumidores das classes A e B, o índice chegava a 50%. Além disso, 38% cogitavam celebrar a data de alguma maneira, enquanto 24% percebiam um interesse crescente pela comemoração.
Festas, atividades escolares e conteúdos nas redes sociais contribuem para a popularização do Dia das Bruxas e ampliam seu potencial comercial. Alimentação, vestuário, beleza, brinquedos e artigos para festas estão entre os setores que podem se beneficiar.
Como pequenos comerciantes podem aproveitar o Halloween
Para os pequenos varejistas, que nem sempre têm recursos para grandes campanhas publicitárias, a data também pode ser uma oportunidade de baixo custo para ganhar visibilidade. Vitrines temáticas, decorações criativas, brincadeiras com clientes e ações nas redes sociais ajudam a despertar o interesse e estimular a circulação de consumidores pelas lojas.
O resultado não depende necessariamente da venda de produtos relacionados ao Halloween. Uma loja de roupas pode criar combinações inspiradas na comemoração; uma papelaria pode apresentar sugestões de decoração e atividades; e uma loja de utilidades domésticas pode organizar exposições temáticas.
No ambiente digital, vídeos curtos, publicações bem-humoradas, concursos de fantasias, enquetes e promoções ajudam a aproximar as marcas dos consumidores e incentivam o compartilhamento de conteúdo.
As ações também podem contribuir para o giro de estoque, por meio de kits promocionais, combinações de produtos e divulgação de mercadorias com menor procura. Para isso, o planejamento deve considerar a demanda, as margens de lucro e a disponibilidade financeira de cada negócio.
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