“Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui, pronto. Inclusive, se for preciso para disputar a Presidência da República de novo”, declarou. “Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso” , acrescentou, sem explicar em quais circunstâncias poderia acontecer uma nova eleição presidencial.

Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno, Flávio também fez uma crítica indireta ao petista ao afirmar que seus quase 60 milhões de votos vieram de “eleitores reais” , insinuando que os votos recebidos pelo adversário não seriam legítimos. O senador não apresentou provas de fraude ou compra de votos durante a transmissão.

Lula foi reeleito em 25 de outubro com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), ante 59.826.041 (48,21%) de Flávio. O PL reconheceu oficialmente o resultado anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

DECLARAÇÕES SOBRE 2030

Na 5ª feira (29.out), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu a possibilidade de disputar a Presidência em 2030. Em entrevista ao Estadão , afirmou que concluir bem seu 2º mandato “obviamente abre uma possibilidade” , mas ressaltou que uma eventual candidatura seria discutida em grupo.

Já nesta 6ª feira (30.out), horas antes da live de Flávio, o jornalista Paulo Figueiredo , aliado do senador, defendeu a realização de eleições antes de 2030.

“É bobagem esse negócio de que Flávio Bolsonaro será candidato em 2030. Se Deus quiser, teremos novas eleições muito antes disso! E o povo vai votar BOLSONARO de novo. Só precisamos nos assegurar que sejam eleições limpas” , escreveu no X .

Nenhum dos 2 detalhou como seria possível antecipar a próxima eleição presidencial.

FUGA DE FLÁVIO

Flávio fugiu do país na 3ª feira (27.out), apesar de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a apreensão de seus passaportes e o proibiu de viajar ao exterior.

Na live, o senador afirmou que decidiu sair do Brasil com a mulher, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas depois de ser intimado sobre a ordem judicial durante uma visita ao pai, Jair Bolsonaro (PL), na 2ª feira (26.out).

“Eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil” , declarou.

Flávio afirmou que pretende continuar exercendo sua liderança política dos Estados Unidos e reiterou o apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado. A indicação já havia sido feita na carta divulgada pelo senador na 4ª feira (28.out), depois de sua saída do Brasil.

Para Flávio, o Congresso Nacional, especialmente o Senado, será a principal frente de atuação da oposição ao governo Lula.