A visita vem em um contexto de escalada de violência contra povos indígenas em Mato Grosso do Sul depois do 2º turno das eleições presidenciais de 2026. O governo federal já havia criado uma força-tarefa , acionado a Força Nacional de Segurança Pública e aberto investigações sobre os episódios.

Integram a comitiva o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena , a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello , e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva .

No sábado (31.out.2026), os 3 devem visitar a aldeia Taquapiri, em Coronel Sapucaia, e a aldeia Sassoró, em Tacuru.

Segundo a Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), já foram contabilizados, em Mato Grosso do Sul, mais de 30 casos de violência contra povos indígenas relacionados ao processo eleitoral deste ano.

A mobilização tem como epicentro a Aldeia Sassoró, em Tacuru, no sul de Mato Grosso do Sul. Áudios com ameaças contra moradores da comunidade começaram a circular em grupos de WhatsApp depois do 2º turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25.out.2026).

Em uma das gravações, atribuída a um servidor da prefeitura que não teve o nome divulgado, há referência à possibilidade de colocar veneno na água consumida pelos indígenas.

“Cê tá doido, rapaz. [Nós – ou como] que ajuda essas praga. E essas praga do demônio. Mas fazer o quê, né? A gente não pode fazer nada. Já falei. Tinha que ponhar [sic] veneno na água” , em referência aos moradores da comunidade.

O prefeito Rogério Torquetti (PSDB) confirmou ser um funcionário público municipal. De acordo com ele, o autor da mensagem não trabalha no setor de abastecimento, nem dirige carros-pipa da prefeitura, conforme algumas postagens em redes sociais sugeriram.

O Ministério Público Federal acompanha o caso. A Polícia Federal foi acionada para investigar a origem e a autenticidade das gravações, identificar os envolvidos e verificar se houve prática de crimes.