O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar será transferido para um presídio no estado do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela TV Globo neste sábado (31).
Bacellar é investigado no âmbito da Operação Unha e Carne, que apura o vazamento de informações sigilosas sobre uma ação da Polícia Federal contra o ex-deputado estadual TH Joias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho.
Segundo os investigadores, o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto teria antecipado detalhes da operação a Bacellar, que, por sua vez, teria avisado TH Joias.
Moraes determinou soltura de desembargador
A confirmação da transferência de Bacellar ocorre um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a soltura de Macário Júdice.
O desembargador estava preso preventivamente desde 16 de dezembro de 2025. Na decisão de sexta-feira (30), Moraes substituiu a prisão por medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte.
A defesa de Macário nega as acusações e afirma que não havia necessidade de manter o magistrado preso.
“Desde o início, a defesa entendia que a prisão era desnecessária, que medidas cautelares eram suficientes. Pleito que foi reconhecido agora pelo STF. Durante a fase de instrução do processo, temos certeza de que iremos provar a inocência do desembargador”, afirmou o advogado Patrick Berriel.
Os advogados também contestam a suspeita de que Macário e Bacellar tenham se encontrado em uma churrascaria no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, em setembro de 2025.
Segundo a defesa, um levantamento das antenas de telefonia celular dos dois, solicitado pela Polícia Federal, indicou que eles não estiveram juntos naquele dia. A defesa afirma ainda que o desembargador não foi ouvido sobre as acusações.

