O flagrante é da página @Autorodmotors no Instagram e as imagens antecipam bastante sobre o conceito técnico do utilitário. O mais importante é que os registros deixam evidente que o protótipo em testes não se trata de mais uma unidade de testes da futura BYD Mako .

BYD Mako é maior e compartilha frente e portas com o Song Pro Henrique Rodriguez/Quatro Rodas

A Mako está praticamente pronta: como será o primeiro BYD fabricado apenas no Brasil, a picape aguarda a operação de estamparia ter início na fábrica de Camaçari (BA), que iniciou os processos de pintura e soldagem na última semana . É um derivado do SUV Song Pro.

A Mako tem cerca de 4,80 m de comprimento e 2,90 m de entre-eixos, e é bastante característica por ter cabine mais ampla e um caimento maior na última coluna, por ter aproveitado as portas traseiras do Song Pro. Ou seja, trata-se de uma caminhonete de porte médio-compacto (ou seja, uma picape intermediária).

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Como será o visual e a plataforma da nova picape compacta da BYD?

<span class="hidden">&#8211;</span> @Autorodmotors/Quatro Rodas

A nova picape compacta da BYD utilizará a plataforma e a dianteira do sedã Seal 05, uma reestilização do King vendida na China, e terá portas traseiras exclusivas e caçamba encurtada. Isso explica a dianteira ser tão desproporcional ao resto da carroceria nas mulas de teste, apesar das tomadas de ar extras. Se seu nome tiver que seguir uma espécie de tubarão, Reef pode ser uma opção: o &#8220;tubarão-recifal&#8221; é bem menor que um Mako.

Projeção da picape compacta da BYD Henrique Rodriguez/IA/Quatro Rodas

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Outra particularidade é que a inédita picape compacta da BYD tem portas traseiras curtinhas, feitas exclusivamente para ela. Também é perceptível como a caçamba é mais curta, ajudando a defender o posto de picape mais barata e utilitária da fabricante no mercado brasileiro.

Qual será o tipo de suspensão da picape mais barata da BYD?

A picape de entrada da BYD adotará uma suspensão traseira focada no trabalho pesado, possivelmente de eixo rígido ou eixo de torção. O ângulo dos amortecedores sugere ser o mesmo esquema usado no eixo de torção do Dolphin GS, com os amortecedores montados fora das molas. Isso deixa bem claro que não se trata do sistema independente multilink usado na irmã maior Mako. Essa diferença visa garantir robustez no segmento de compactas.

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Strada e Tukan usam eixo rígido, enquanto Saveiro e Montana usam eixo de torção. Só as intermediárias Toro e Renault Niagara têm suspensão independente na traseira.

Qual é o conjunto mecânico e a bateria da nova picape compacta?

O conjunto mecânico da nova picape compacta será híbrido plug-in (PHEV), herdado da Mako, combinando um motor quatro cilindros 1.5 flex aspirado de 98 cv a um propulsor elétrico e câmbio eCVT. A diferença ficará no tamanho da bateria e na potência combinada final.

Projeção da picape compacta da BYD Henrique Rodriguez/IA/Quatro Rodas

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Um dos desafios da BYD será promover esse distanciamento entre a Mako e sua picape de entrada. Como a montadora não vende carros só a combustão ou híbridos leves (MHEV) ou plenos (HEV), e foca em elétricos e híbridos plug-in (PHEV), a nova picape não fugirá da eletrificação mais pesada.

Tomando por exemplo o BYD King, a versão GL tem 209 cv e bateria Blade de 8,3 kWh, oferecendo cerca de 32 km de autonomia elétrica. Já a versão GS tem 235 cv e bateria de 18,3 kWh para rodar até 78 km no modo elétrico. Já o conjunto PHEV de última geração, hoje usado no Dolphin G com potências de 176 cv e 212 cv, pode ser usado, obrigatoriamente flex, para reforçar essa hierarquia da linha.

<span class="hidden">&#8211;</span> @Autorodmotors/Quatro Rodas

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A picape de entrada ficaria com a bateria menor, que também é mais leve. Isto, combinado com a suspensão mais robusta, pode favorecer a capacidade de carga na pequena caçamba.

Quando a nova picape de entrada da BYD será lançada no Brasil?

O lançamento desta nova picape compacta da BYD no mercado brasileiro não acontecerá antes do final de 2027. Embora o desenvolvimento dos modelos aconteça na China, a picape de entrada seguirá os passos da Mako e terá o Brasil como seu principal ambiente de testes dinâmicos. Estes testes são a parte mais importante: os consumidores de picapes compactas são ainda mais exigentes quanto à resistência dos veículos e as submete a situações ainda mais pesadas.

Também existe a forte possibilidade de a picape compacta inédita ser fabricada apenas no Brasil, ganhando outros mercados internacionais a partir da linha de montagem da fábrica de Camaçari. Até lá, a Mako deve ajudar a consolidar a presença da BYD entre as caminhonetes.