Segundo o jornal argentino Clarín , 6 carros deixaram a casa de Flávio, em Brasília, para dificultar a identificação de qual deles levaria o senador e sua família até a fronteira com a Argentina. Além disso, ao menos 3 jatos particulares foram mobilizados para a fuga como alternativa caso o voo não pudesse decolar.

A reportagem afirma que a viagem por estrada até a fronteira não era o plano inicial de Flávio. O congressista já havia fretado um avião de Brasília a Foz do Iguaçu, mas o proprietário se recusou a seguir com o serviço depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal , determinou a entrega dos passaportes do senador e impediu que deixasse o país.

O Clarín afirma que os Estados Unidos ajudaram a organizar o trajeto e atuaram também no aeroporto de Puerto Iguazú, onde a família embarcou em direção a Miami.

Neste sábado (31.out.2026), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio , negou envolvimento do governo norte-americano na fuga.

A reportagem também afirma que a operação envolveu o afastamento de funcionários argentinos dos procedimentos do aeroporto e tinha ainda outros aviões de reserva. Uma possível saída pelo Paraguai também foi avaliada.

FUGA DE FLÁVIO

Na 3ª feira (27.out), Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil, acompanhado da mulher e das duas filhas adolescentes do casal, por se sentir ameaçado com eventuais decisões de Moraes.

A Polícia Federal expediu um pedido de apreensão do passaporte de Flávio só 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral ter declarado o resultado da eleição presidencial , às 21h09 de 25 de outubro de 2026 –o vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio.

O magistrado avalizou o pedido da PF para apreender os documentos de Flávio e proibi-lo de sair do país. Leia a linha do tempo do caso aqui .