Um juiz federal rejeitou o processo bilionário movido pelo presidente Donald Trump contra o jornal The Wall Street Journal e o magnata da mídia Rupert Murdoch, referente a uma reportagem sobre os laços do republicano com Jeffrey Epstein.
O juiz distrital Darrin Gayles, em Miami, arquivou neste sábado (31) o processo em caráter definitivo, decidindo que o presidente não provou que os réus fizeram declarações difamatórias com dolo.
A decisão judicial afirmou que o processo estava "se agarrando a qualquer coisa" ao tentar "fabricar" falhas no jornalismo investigativo.
Quando um caso é arquivado em caráter definitivo na Justiça americana, ele não pode ser reapresentado, tornando a decisão permanente e incontestável.
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O processo judicial foi motivado por uma reportagem publicada pelo jornal no ano passado, que descrevia uma carta com conteúdo sexualmente sugestivo. Segundo a publicação, a mensagem continha o nome de Trump e estava incluída em um álbum de 2003, compilado para o 50º aniversário de Epstein.
A carta teria sido guardada pela socialite britânica Ghislaine Maxwell, hoje condenada pela Justiça, como parte de um álbum de aniversário para Epstein, anos antes de sua primeira prisão em 2006 e do subsequente desentendimento com Trump.
A carta com o nome de Trump inclui um texto emoldurado pelo contorno do que parece ser o desenho de uma mulher nua feito à mão e termina com a frase: "Feliz aniversário — e que cada dia seja um novo segredo maravilhoso", segundo o jornal.
Trump negou ter escrito o material e o classificou como "falso, malicioso e difamatório".
O processo, aberto em um tribunal federal em Miami, acusou o jornal e seus repórteres de terem publicado "conscientemente e de forma imprudente" várias "declarações falsas, difamatórias e depreciativas", que, segundo a ação, causaram "danos financeiros e de reputação insuperáveis" ao presidente.

