A corretora de criptomedas afirmou ter reposto US$ 6 bilhões dos ativos roubados, usando recursos próprios para comprar tokens de substituição. O restante corresponde a ativos com menor liquidez, que podem levar mais tempo para serem adquiridos nas quantidades necessárias.

O FBI atribuiu oficialmente ao governo da Coreia do Norte e ao grupo hacker patrocinado pelo Estado, conhecido como TraderTraitor, a responsabilidade pelo ciberataque contra a Binance.

Na noite de 5ª feira (29.out), a empresa disse que uma investigação inicial indicou que a violação pode ter começado com um laptop hackeado pertencente a um de seus engenheiros, o que permitiu que um invasor obtivesse acesso a um de seus sistemas e fizesse saques não autorizados.

Em comunicado publicado nesta 6ª feira (30.out), a empresa declarou que foram identificados “pontos adicionais de violação” .

A Binance declarou que “esse foi um ataque complexo” . Disse estar fazendo “tudo o que pode” para resolvê-lo. “Ainda estamos reunindo os fatos e compartilharemos mais diretamente assim que os tivermos”, afirmou.

As empresas norte-americanas de análise de blockchain TRM Labs e Chainalysis disseram que os hackers responsáveis pelo ataque são da Coreia do Norte. Os atacantes visaram carteiras da Binance em 10 blockchains e transferiram a maior parte dos fundos em cerca de 20 minutos, afirmou a TRM Labs em comunicado .

A TRM declarou que várias características do ataque coincidiram com roubos anteriores ligados à Coreia do Norte, incluindo um ataque hacker à corretora de criptomoedas Bybit em 2025, que o FBI (Departamento Federal de Investigação dos EUA) atribuiu a Pyongyang.