A torcida do Fluminense precisará se acostumar a ouvir cada vez mais sobre Richard Wendel e Andrey, joias das categorias de base convocadas para representar a seleção brasileira no Mundial sub-17, que acontece em novembro, no Catar.
Em entrevista exclusiva ao ge, Richard, lateral esquerdo, faz questão de se apresentar como um jogador ofensivo, que tem habilidade e gosta de pisar no campo de ataque para fazer gols e dar assistências. Andrey, por sua vez, brinca que é "cincão", espécie de volante tradicional, que contribui com marcação e intensidade. Veja no vídeo acima.
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Richard Wendel e Andrey, do Fluminense
Gustavo Di Sarli - ge
Durante o papo, realizado no CT Vale das Laranjeiras, em Xerém, os dois jovens jogadores não esconderam as inspirações que possuem "dentro de casa". Só do elenco campeão da Libertadores em 2023, três jogadores foram citados como referências:
— O Marcelo é um ídolo máximo desde quando eu cheguei no campo e escolhi atuar como lateral. Eu já olhava para ele com olhos diferentes. Até hoje assisto vídeos dele. É muito difícil fazer igual, porque ele é muito diferenciado (risos). Mas tenho essa idolatria por ele por também ser um cara que jogou no futsal, passou pelo clube, ganhou uma Libertadores e fez a história dele — disse Richard Wendel.
— Como nós, o Martinelli veio daqui de Xerém, então gosto muito da história dele. É um cara resiliente. Ter mais de 300 jogos no profissional do clube sendo um Moleque de Xerém não é para qualquer um. Ele é um ídolo e uma inspiração para nós. O André também. Já passou por Seleção... Por serem da minha posição, me inspiro neles — completou Andrey.
Richard e Andrey revelam ídolos no Fluminense
Apesar da amizade construída, Andrey e Richard estão juntos há pouco tempo. O volante chegou ao Fluminense em 2025, após estrear no sub-15 do Nova Iguaçu e despertar atenção do scout tricolor. Atualmente, não só pelas convocações para a Seleção, o jogador é visto como uma das grandes promessas de Xerém.
Já Richard está no Flu desde os quatro anos de idade. Ex-lutador, o jovem revela que precisou escolher entre o futebol e o jiu-jitsu, e diz acreditar que está no caminho certo, além de deixar explícito o amor pelo Fluminense:
— Eu fazia futebol e jiu-jitsu. Quando o Flu me convidou, tive que escolher. Graças a Deus escolhi o futebol e sei que foi uma escolha certa. Passei pelo futsal até o sub-13 e fui muito feliz. Criei uma identidade muito forte com esse clube, sempre que posso estou no Maracanã torcendo. É o clube do meu coração também — conta Richard.
Richard Wendel fala sobre amor pelo Fluminense: "Criei uma identificação muito forte"
Sonho do profissional
Se a amizade não é tão longeva, o tempo lado a lado já permite que os dois sonhem grande — e parecido. Além do objetivo de conquistar a Copa do Mundo sub-17, já que ambos estão convocados, Richard e Andrey não escondem o desejo de vestir as cores do Fluminense no elenco profissional já no ano que vem. E não deixam barato: se possível, mais uma vez juntos, entre os titulares:
— Quero estrear no profissional do Fluminense, no Maracanã — diz o lateral.
— Eu quero estrear no profissional também. Numa Libertadores, com Maracanã lotado. Nossa... E com o Richard! Se possível com os dois de titular. Seria bom (risos) — completa o volante.
Dupla do Fluminense sub-17 revela sonho de estrear pelo profissional em 2027
Veja outras respostas de Richard Wendel e Andrey
Relação com Fred quando estão no sub-20
A: Fred é um dos maiores ídolos que o Fluminense tem. Vejo a dedicação dele no dia a dia. Ver um cara como o Fred, que é um ídolo máximo dentro do clube, se dedicando como técnico, com a vontade nos jogos, nos treinos... Motiva. Se ele está fazendo, por que eu não vou querer?
R: Fred é um ídolo, não só para nós, mas para toda torcida tricolor. Um cara que tem uma identificação muito forte com o clube. Ele dá uma motivação a mais para nós. Sabe muito e tem muito a passar para nós.
Como fica a cabeça com Seleção, Fluminense e ascensão tão rápida?
A: Eu falando não consigo transmitir a felicidade que eu tenho em vestir a camisa do Fluminense e representar a seleção brasileira. Aqui no clube as pessoas me ajudam com isso. A comissão, a Gabi (psicóloga), minha família... Me ajudam a ter a cabeça no lugar e não deixar de trabalhar. Se não fosse meu esforço eu não conquistaria tudo isso. Tenho que comemorar, mas tenho que ter a mente no lugar porque isso é só o início.
R: Muito importante o que ele disse sobre a Gabi, psicóloga. Ela é muito importante no nosso dia a dia. O Fluminense oferece o melhor para nós e isso é muito importante para mantermos a cabeça no lugar. Sendo jogador de futebol, sabemos que às vezes podemos deixar subir à cabeça sem nem perceber, então ter esse suporte é muito importante. Meus pais em casa também me ajudam com isso.
Quem é mais habilidoso? Quem vai fazer gol do título? Jóias do Fluminense respondem
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