O principal reconhecimento da edição ficou com um lote da Fazenda Rio Verde (Ipanema Agrícola S/A), em Conceição do Rio Verde (MG), na Mantiqueira de Minas. O café recebeu 92,25 pontos na categoria Experimental, alcançando a maior nota entre todos os concorrentes do concurso. É o segundo ano consecutivo que a propriedade conquista a principal premiação nacional.
O desempenho regional também foi marcado pelo protagonismo de produtores de Cristina (MG), que garantiram os primeiros lugares nas categorias Via Úmida e Via Seca. Na Via Úmida, o campeão foi Cleverson Daniel da Silva, do Sítio Vargem Alegre, com 91,31 pontos. O segundo lugar também ficou no município, com Eduardo Daniel da Silva, do Sítio Tarumã, que alcançou 90,58 pontos.
Grãos de café especial
Stephanie Rodrigues / g1
Na categoria Via Seca, a vencedora foi Hilda Cândida da Silva, do Sítio Nossa Senhora das Candeias, também em Cristina, com 91,29 pontos. O Sul de Minas ainda emplacou outros destaques na categoria, como Jarbas Cleto Lopes, de São Gonçalo do Sapucaí, na terceira colocação, e Edivaldo Ivo dos Santos, de Cristina, em quarto lugar.
Ao todo, produtores do Sul e Sudoeste de Minas ocuparam 13 posições entre os vencedores oficiais do concurso. Foram dois representantes na categoria Experimental, quatro na Via Úmida e sete na Via Seca.
Além de Conceição do Rio Verde e Cristina, a lista de premiados da região reúne produtores de Carmo de Minas, São Gonçalo do Sapucaí e Dom Viçoso. O resultado reforça a presença do Sul de Minas entre as principais origens de cafés especiais do país.
O Cup of Excellence avalia os grãos por meio de degustações às cegas realizadas por jurados nacionais e internacionais. A competição é dividida nas categorias Experimental, Via Úmida e Via Seca, que correspondem aos diferentes métodos de processamento pós-colheita.
Produtor de Conceição do Rio Verde conquista título da Cup of Excellence 2026
Os lotes vencedores serão agora ofertados em um leilão internacional pela internet, previsto para dezembro. Nessa etapa, compradores de diversos países disputam os cafés premiados, geralmente pagando valores muito acima das cotações do mercado convencional.
Segundo informações do concurso, na edição de 2024 o lote campeão foi arrematado por uma torrefação do Japão por um valor recorde equivalente a quase R$ 85 mil por saca de 60 quilos. Devido à forte demanda internacional, especialmente de compradores da Ásia, Europa e América do Norte, parte significativa dos lotes premiados é exportada.
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