A Ponte Marcelino Machado, sobre o Estreito dos Mosquitos, na BR-135, que liga São Luís ao continente, foi implodida por volta das 11h deste domingo (1º). Imagens registraram o momento em que os explosivos foram acionados e trechos da estrutura cederam após a detonação (veja o vídeo acima).
No vídeo, é possível observar partes da ponte desabando após a explosão. A demolição faz parte das obras de reconstrução da estrutura, que estava interditada desde abril deste ano após apresentar problemas estruturais.
A operação exigiu a interdição total da BR-135, prevista para ocorrer das 10h às 16h. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), os bloqueios foram programados para dois pontos da rodovia: no km 22, na saída de São Luís, e no km 40, em Bacabeira, para os veículos que seguem em direção à capital.
A implosão foi coordenada pela Defesa Civil de São Luís, em conjunto com outros órgãos, para garantir a segurança dos moradores, motoristas e equipes envolvidas na operação.
Ponte sobre o Estreito dos Mosquitos é implodida
DNIT inicia análise para reconstrução de trecho interditado da ponte do Estreito dos Mosquitos, na BR-135
A estrutura demolida foi construída em 1960 e tinha 459 metros de extensão. Ela integrava o sentido de entrada de São Luís e foi interditada após inspeções técnicas identificarem problemas estruturais.
De acordo com o DNIT, as avaliações identificaram deslocamento de blocos de concreto, corrosão da camisa metálica, fissuras, oxidação das armaduras e perda de rigidez estrutural. Diante das condições encontradas, o órgão decidiu pela demolição da ponte e construção de uma nova estrutura.
A implosão estava prevista inicialmente para 18 de outubro, mas foi adiada por falta de autorização legal do Exército Brasileiro para o uso de explosivos.
A Ponte Marcelino Machado é composta por duas estruturas paralelas. A ponte no sentido de saída de São Luís, com 465 metros de extensão, não fez parte da demolição.
Reconstrução da ponte
A reconstrução está prevista para ser concluída em 2027, mas ainda não há uma data definida para a entrega.
O contrato para execução da obra tem valor de R$ 176,7 milhões e foi firmado com o Consórcio Ponte Estreito Maranhão, formado pelas empresas Construtora A. Gaspar S/A e Arteleste Construções Ltda.
A contratação contempla todas as etapas necessárias para substituir a estrutura interditada, desde a elaboração dos estudos e projetos até a construção da nova ponte.
A travessia é considerada estratégica por concentrar o principal acesso terrestre à capital maranhense, incluindo o transporte de cargas e o abastecimento da cidade.

