# Projeto Pirilampos do Planeta transforma resíduos em arte em Teresópolis e leva sustentabilidade para exposição no Rio

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2026/11/01/projeto-pirilampos-do-planeta-transforma-residuos-em-arte-em-teresopolis-e-leva-sustentabilidade-para-exposicao-no-rio.ghtml)
- Publicado em: 2026-11-01T16:33:46.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1465164-projeto-pirilampos-do-planeta-transforma-residuos-em-arte-em-teresopolis-e-leva

> A visitação é gratuita, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, na Avenida Marechal Floriano, número 168, no Centro do Rio.

O que antes seria descartado no lixo ganha uma nova forma, cor e significado pelas mãos dos artistas Lula Duffrayer e Flávio Carvalho, criadores do projeto Pirilampos do Planeta, que nasceu em uma reserva florestal em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A iniciativa transforma embalagens e objetos plásticos em instalações, esculturas de luz e obras de arte contemporânea, unindo criatividade, sustentabilidade e conscientização ambiental.

Mas o nome do projeto também tem uma história especial. Enquanto escolhiam como a iniciativa seria chamada, Lula e Flávio estavam em casa quando acabou a luz. Foi nesse momento que viram um pirilampo pela primeira vez. Os artistas ficaram impressionados com a capacidade daquele pequeno inseto de produzir luz própria, mesmo em meio à escuridão. A imagem se conectou diretamente à proposta do trabalho: transformar aquilo que seria descartado em algo novo, capaz de iluminar e despertar reflexões. Assim surgiu o nome Pirilampos do Planeta.

O trabalho começa muito antes de as obras ficarem prontas. Os materiais passam por etapas de coleta, seleção, higienização e preparação até se transformarem em peças artísticas. Só em 2026, cerca de cinco toneladas de resíduos já foram incorporadas às criações.

Projeto transforma resíduos em arte e promove inclusão em Teresópolis

O projeto também tem um importante impacto social. Os artistas trabalham em parceria com três cooperativas e envolvem cerca de 60 famílias. Os profissionais da coleta seletiva participam não apenas do fornecimento, mas também do beneficiamento dos materiais utilizados nas obras.

“A forma que encontramos de valorizar economicamente os profissionais da coleta seletiva foi trazê-los para dentro do processo. Eles participam do beneficiamento do material que usamos na criação das obras”, explica Flávio Carvalho.

Para Lula Duffrayer, a proposta vai além da transformação dos resíduos em arte. O trabalho também busca provocar uma reflexão sobre os hábitos de consumo e o impacto das escolhas individuais no meio ambiente.

“A gente toca em questões muito delicadas com o nosso trabalho. Falamos em cuidados com o meio ambiente, geramos visibilidade para os profissionais que trabalham na coleta seletiva e mostramos, na prática, que juntos podemos ser mais fortes”, destaca o artista.

Exposição no Rio

Parte desse trabalho pode ser vista na exposição “Reflexos”, em cartaz no Centro Cultural Light, no Centro do Rio de Janeiro. A mostra reúne instalações e experiências interativas que convidam o público a refletir sobre consumo consciente, descarte de resíduos e preservação ambiental.

Organizada a partir de três elementos essenciais — ar, água e solo —, a exposição oferece uma experiência sensorial, com recursos que permitem ao visitante ver, tocar e ouvir, além de conhecer diferentes possibilidades de transformação dos materiais descartados.

A visitação é gratuita, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, na Avenida Marechal Floriano, número 168, no Centro do Rio.

Reportagem completa: https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2026/11/01/projeto-pirilampos-do-planeta-transforma-residuos-em-arte-em-teresopolis-e-leva-sustentabilidade-para-exposicao-no-rio.ghtml

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