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O projeto faz parte da estratégia da GM para reduzir os custos de produção de veículos elétricos, especialmente nos SUVs. A proposta é desenvolver modelos capazes de manter ou ampliar a autonomia utilizando baterias menores, um dos componentes mais caros desse tipo de automóvel.
Cadillac Escalade IQL Divulgação/Cadillac
Segundo a fabricante, a nova geração permitirá reduzir em 15% a massa dos veículos e aumentar em 20% a eficiência energética. A capacidade total das baterias poderá ser 20% menor, enquanto o desempenho aerodinâmico terá uma melhora de 25%.
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A GM também reformulou os conjuntos de propulsão e os sistemas eletrônicos de potência. Com as alterações, a quantidade de componentes internos de cada motor elétrico será reduzida em 40%, o que deve simplificar a fabricação.
Chevrolet Equinox RS Divulgação/Chevrolet
Uma das principais mudanças está na adoção de baterias ricas em lítio e manganês (LMR). Segundo a GM, essa composição química tem custo inferior ao das células com alto teor de níquel e oferece densidade energética 33% maior do que a das baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP).
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Zach Walker, diretor de arquitetura global de veículos elétricos da GM, destacou que a redução de 20% na capacidade das baterias, sem comprometer a autonomia, pode representar uma economia significativa no custo dos materiais utilizados na produção.
Chevrolet Blazer EV SS Divulgação/Chevrolet
As novas células prismáticas também serão integradas estruturalmente aos veículos. A fabricante ainda não esclareceu se utilizará uma configuração de células diretamente no pacote ou uma estrutura modular.
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De acordo com Walker, a arquitetura permitirá aproveitar melhor o espaço ocupado pelas baterias, possibilitando carrocerias mais baixas e aerodinâmicas sem comprometer o espaço dos ocupantes.
Nova arquitetura terá 40 vezes mais poder de processamento
<span class="hidden">–</span> Divulgação/Quatro Rodas
Além das mudanças na plataforma de veículos elétricos, a GM anunciou uma reformulação de sua arquitetura elétrica e computacional. A fabricante substituirá dezenas de módulos eletrônicos independentes por um sistema centralizado, seguindo uma estratégia semelhante à adotada por Tesla e Rivian.
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O novo conjunto utilizará uma única unidade central de computação, posicionada próxima à dianteira do veículo. Ela será responsável por gerenciar funções como propulsão, sistemas de segurança, controles do chassi e tecnologias de percepção do ambiente.
Cadillac Lyriq Divulgação/Cadillac
A centralização também permitirá realizar atualizações remotas de software mais abrangentes e integrar diferentes funções do automóvel. Segundo a GM, a capacidade de processamento será suficiente para executar simultaneamente recursos de inteligência artificial na cabine e sistemas de direção autônoma.
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Em comparação com a arquitetura utilizada atualmente, o novo sistema terá 30% menos fiação, poder de processamento 40 vezes maior e conectividade celular 50% mais rápida. A redução dos cabos também contribuirá para diminuir o peso e a complexidade dos veículos.
Cadillac Vistiq Divulgação/Cadillac
A estreia está prevista para o Cadillac Escalade IQ 2028, que também receberá um novo sistema de condução semiautônoma da fabricante.
Posteriormente, a arquitetura eletrônica será incorporada à quarta geração de veículos elétricos e também aos modelos a combustão da GM, começando pelas picapes e pelos SUVs de três fileiras de bancos.

