O Palmeiras saiu em vantagem na semifinal da Copa do Brasil, mas ficou com a sensação de que poderia fazer mais do que o 1 a 0 sobre o Vasco, domingo, no Nubank Parque. A equipe de Abel Ferreira agora joga pelo empate para avançar à final, no próximo domingo, em São Januário.
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Ter a possibilidade de jogar por dois resultados (vitória e empate) é algo que sempre deve ser comemorado em um duelo eliminatório, mas o Verdão criou para terminar com um placar mais amplo a ida da semifinal.
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A coletiva de Abel Ferreira após vitória do Palmeiras sobre o Vasco pela Copa do Brasil
A frustração se dá pelo excelente início de jogo e por ter um jogador a mais por praticamente 20 minutos. O 1 a 0 em uma partida que teve 58% de posse de bola e 17 finalizações (mas apenas três no alvo) não traduz o volume apresentado.
Escalado com Mauricio como titular no lugar de Andreas Pereira, o Palmeiras teve com o meia-atacante um jogador para empurrar a defesa do Vasco para trás.
Vitor Roque em Palmeiras x Vasco
E nos primeiros minutos, o time mostrou um desempenho envolvente, construindo desde a defesa, jogando com bola no chão, Flaco López, Mauricio e Arias ocupando espaços por dentro, Giay e Piquerez bem abertos, e Lucas Evangelista e Marlon Freitas distribuindo o jogo.
Em uma linda troca de passes, Flaco López perdeu um gol cara a cara logo no início, e Giay teve outra excelente oportunidade com gol aberto. A baixa eficácia voltou a castigar o Palmeiras, e o gol de Mauricio, aos 24 minutos, serviu para transformar o domínio amplo, enfim, em vantagem.
Só que a partir do 1 a 0, o Palmeiras mudou a postura. No primeiro tempo, passou a baixar mais as linhas e tentar explorar as costas da zaga cruz-maltina.
Gol de Mauricio em Palmeiras x Vasco
Isto diminuiu o volume que a equipe de Abel Ferreira apresentava e recriou um cenário que o torcedor alviverde viveu em mata-matas recentes: um jogo controlado, mas vivo por apenas uma bola que o adversário pudesse acertar.
O técnico pareceu ter sentido que tinha chance de uma vitória mais larga e passou a fazer trocas que deixassem o time mais ofensivo. Primeiro, colocou Vitor Roque no lugar de Mauricio e substituiu Barboza para a entrada de Arthur, passando Piquerez para zagueiro.
Com a expulsão de Saldivia, aos 32 minutos do segundo tempo, o Palmeiras foi para o tudo ou nada: Giay saiu para a entrada de Belé na meia esquerda; Arias, assim, foi o ala direito nos minutos finais.
Marlon Freitas fala sobre vantagem levada para o Rio de Janeiro: "Valorizar o resultado"
O Verdão teve um abafa, inflou o número de finalizações, mas não foi tão lúcido quanto nos ótimos primeiros 25 minutos. A reação tímida da torcida ao apito final deu o tom de uma vitória que é muito bem-vinda, mas que poderia ser melhor.
Ao Palmeiras, resta pegar as lições de mata-matas recentes para não sofrer, como foi por exemplo na Libertadores.
Nas quartas e semifinal, a equipe saiu na frente no jogo de ida com vantagem mínima e precisou dos pênaltis na volta para avançar. O torcedor espera não ter que viver tanta emoção mais uma vez.
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