“Vemos empresas grandes se estruturando e se organizando, mas entre médias, micro e pequenas empresas existe um distanciamento e uma série de dúvidas” , declarou o presidente da Fenacon.

Reynaldo afirmou que o governo federal deveria realizar um trabalho de conscientização com as empresas porque a reforma tributária “é muito profunda e tem muitos detalhes” .

“A maior orientação que podemos dar é a de se preocupar por etapas. Vamos nos preocupar com o CBS que está entrando em vigor em janeiro. Não nos preocupar com questões que vão acontecer só em 2029. Vamos nos preocupar com ações agora para não nos perdermos” , afirmou.

Fim da 6 X 1

O presidente da Fenacon declarou que o fim da escala 6 X 1 traz um impacto financeiro especialmente às pequenas e médias empresas.

“O objetivo da mudança da escala para a 5 X 2 força as empresas a se adequar e nem sempre elas têm capacidade financeira de contratar e de se ajustar” , afirmou.

Segundo Reynaldo, o fim da escala 6 X 1 deveria ser implementado de forma gradual por setor ou por porte de empresa.

“A imposição de um modelo que é para todo mundo não foi o melhor modelo escolhido. Deveríamos ter dado mais autonomia. A escala poderia acontecer como aconteceu, mas acho que tinha que ser pensada nas atividades, principalmente, as que têm regime de escala, por exemplo, a atividade médica” , declarou.

Limites do Simples Nacional

O presidente da Fenacon disse acreditar que sem essa atualização dos limites do Simples Nacional pode haver um desestímulo ao crescimento das empresas. O limite geral de faturamento do Simples Nacional é de R$ 4,8 milhões por ano.

Segundo ele, o que deveria ser prioridade na agenda econômica do governo federal para melhorar o ambiente de negócios em 2027 é essa questão do limite geral do Simples Nacional.