# Vale a pena comprar um Mercedes-Benz GLB usado? Conheça versões, peças e defeitos

- Seção: Automóveis
- Fonte: Quatro Rodas (https://quatrorodas.abril.com.br/auto-servico/vale-a-pena-comprar-um-mercedes-benz-glb-usado-conheca-versoes-pecas-e-defeitos/)
- Publicado em: 2026-11-02T10:00:52.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1474677-vale-a-pena-comprar-um-mercedes-benz-glb-usado-conheca-versoes-pecas-e-defeitos

> Importado do México, o Mercedes -Benz GLB beneficiou-se do acordo de livre-comércio com o Brasil e chegou em outubro de 2020. Posicionado entre o GLA e o GLC , era opção para famílias que buscavam um SUV médio premium de sete lugares.

Deu tão certo que o GLB tornou-se o SUV mais vendido da marca no Brasil: em 2021 a versão única Launch Edition foi substituída pelas Advance (entrada) e Progressive (topo), ambas impulsionadas pelo motor M282 e o câmbio 7G-DCT de dupla embreagem e sete marchas.

Traseira é alta, com lanternas de led e perfil que lembra uma minivan Fernando Pires/Quatro Rodas

Desenvolvido em conjunto com a Renault, o motor M282 é considerado sólido e eficiente. O conjunto acelera os 1.555 kg do GLB de 0 a 100 km/h em 10,3 s e alcança 10,2 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada.

Nada mal para um SUV que apresenta a mesma configuração interna da minivan Classe B: são 4,63 metros de comprimento, 2,82 metros entre os eixos e 1,7 metro de altura, números que proporcionam a terceira fileira de bancos ou 1.680 litros de carga com os bancos rebatidos.

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Painel é minimalista, com poucos botões físicos e duas telas de comando do carro Fernando Pires/Quatro Rodas

O acabamento é primoroso e a qualidade de construção típica da marca: tudo é controlado pela tela central da multimídia MBUX.

Os dois bancos dianteiros têm ajustes elétricos e oferecem bons apoios laterais. Confortável para três passageiros, segunda fila tem saídas de ar-condicionado e porta-revistas. já a terceira fileira é apertada para dois adultos Fernando Pires/Quatro Rodas

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Como em quase todo modelo premium, a versão de topo é a mais procurada: a Progressive conta com o desejado teto solar panorâmico e rodas AMG aro 19, além de ACC e monitores de ponto cego e faixa de rolamento.

Não que a Advance seja um mico: chave presencial, banco do motorista com ajuste elétrico, multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, frenagem autônoma, faróis full-led e assistente de estacionamento com sensores e câmera de ré garantem o conforto.

Mercedes-Benz GLB 220 2025 Fernando Pires/Quatro Rodas

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Na dúvida, vale a pena considerar as primeiras unidades da versão Launch Edition, que segue o mesmo padrão da Progressive e ainda apresenta as sofisticadas soleiras de porta iluminadas.

Quem não abre mão de performance deve partir direto para o Mercedes-AMG GLB 35: o motor M260 2.0 turbo rende nada menos que 306 cv e distribui essa potência entre as quatro rodas. Segundo a fabricante, o GLB 35 vai de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos e alcança os 250 km/h.

Mercedes-Benz GLB 220 2025 Fernando Pires/Quatro Rodas

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O motor M260 foi uma das novidades do modelo 2025: o novo GLB 220 recebeu um conjunto mecânico híbrido leve (estendido ao GLB 35) e seus 190 cv são transferidos às quatro rodas pelo câmbio 8G-DCT de oito marchas e tração integral 4Matic. As versões passam a ser Progressive e AMG Line.

Apenas não se esqueça de que adquirir um SUV premium exige um planejamento financeiro que vai além do valor de aquisição. Há também o elevado custo de peças e mão de obra.

Problemas do Mercedes-Benz GLB

Mercedes-Benz GLB 220 2025 Fernando Pires/Quatro Rodas

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Cabeçote I: O M282 é alimentado por injeção direta e por isso propenso ao acúmulo de depósitos, resultando em marcha lenta irregular, aumento no consumo e queda no desempenho.

Cabeçote II: Algumas unidades do M260 sofreram com falha das válvulas ou guias de válvula, causando perda de compressão. A notoriedade do problema fez com que a Mercedes-Benz estendesse a garantia destes componentes em alguns países.

Vazamentos: Componentes de plástico e borracha em periféricos do motor M282 estão mais sujeitos à degradação por ciclos térmicos. Verifique o estado das mangueiras (PCV, intercooler, turbo), carcaça da válvula termostática, suporte do filtro de óleo, junta da tampa de válvulas, retentores e anéis o-ring.

Sistema híbrido: Erros no software podem causar a abertura dos relés de alta potência da bateria de 48 V, medida que isola o sistema de alta voltagem em situações de risco ou falha crítica de dados.

Recalls: O primeiro envolve a fixação dos defletores de ar laterais da tampa do porta-malas, o segundo a fixação dos para-lamas dianteiros e o terceiro a parede lateral interna dos pneus do lado direito. Recomenda-se verificar pendências.

Linha do teto plana abre espaço para ocupantes traseiros e bagagem Fernando Pires/Quatro Rodas

A voz do dono

Nome: Marcela Piloneto

Idade: 48 anos

Cidade: Ribeirão Preto (SP)

O que eu adoro: “Um SUV que engole qualquer buraco, que carrega tudo e todos, que é fácil de estacionar e que consome pouco combustível. E acima de tudo: preserva o status de um legítimo Mercedes.”

O que eu odeio: “Às vezes o câmbio hesita nas trocas e a multimídia apresenta certa instabilidade. Algumas peças não estão disponíveis na concessionária nem no centro de logística: levam semanas para chegar do México.”

Preço médio dos Mercedes-Benz GLB 200 usados

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Preço das peças do Mercedes-Benz GLB 200

<span class="hidden">&#8211;</span> Reprodução/Quatro Rodas

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Abril de 2021: “Com esse tamanho todo, o GLB é até relativamente leve, marcando 1.555 kg na balança. Isso facilita o trabalho do valente 1.3 turbo de 163 cv e do câmbio automático de sete marchas. Ele levou 10,3 s para ir de 0 a 100 km/h em nosso teste, e se na prática não vai ganhar nenhum grande prêmio, no trânsito urbano o GLB vai bem, com boas respostas do conjunto e uma direção leve e direta, que facilita as manobras.”

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Lançado em 2014, ele se assemelha ao GLB pela opção dos sete lugares, mas ganha em versatilidade e por oferecer motores a gasolina ou diesel. Apesar de considerado o “SUV de entrada” da marca, ele já conta com o sistema Terrain Response. Apenas não se esqueça de verificar o histórico de manutenções: ele também exige mão de obra especializada e por isso o custo da mão de obra (e das peças) costuma ser elevado.

Reportagem completa: https://quatrorodas.abril.com.br/auto-servico/vale-a-pena-comprar-um-mercedes-benz-glb-usado-conheca-versoes-pecas-e-defeitos/

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