# Por que o Corinthians quer trocar empresa de venda de ingressos e quais são os termos do negócio

- Seção: Esporte
- Fonte: ge (https://ge.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/2026/11/02/por-que-o-corinthians-quer-trocar-empresa-de-venda-de-ingressos-e-quais-sao-os-termos-do-negocio.ghtml)
- Publicado em: 2026-11-02T11:00:01.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1475350-por-que-o-corinthians-quer-trocar-empresa-de-venda-de-ingressos-e-quais-sao-os

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O Corinthians está perto de trocar a empresa responsável pela venda de ingressos para jogos da Neo Química Arena, ciente de que pode enfrentar uma batalha jurídica.

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Há um acordo encaminhado para que a Fever seja a nova tiqueteira do clube, substituindo a One Fan, que ameaça ir à Justiça para fazer valer o seu contrato com validade até 2032.

Para mudar a tiqueteira, a diretoria usa como justificativas a suposta prestação inadequada de serviço pela One Fan e a busca por condições financeiras mais favoráveis, além da necessidade da obtenção de dinheiro antecipado para o pagamento de contas, como os três meses atrasados de direitos de imagem do elenco masculino.

Segundo dirigentes corintianos, a Fever cobrará percentuais menores pelo serviço, em comparação com a One Fan, e pagará cerca de R$ 50 milhões ainda neste ano - referentes a luvas, patrocínio e parte do adiantamento. Os percentuais e os valores exatos são mantidos sob sigilo.

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Como o mandato do presidente Osmar Stabile termina neste ano, a diretoria irá assinar um memorando de entendimentos (MoU, na sigla em inglês), registrando a intenção de celebrar o contrato definitivo em 2027, já na gestão do novo presidente.

A expectativa era de que a assinatura ocorresse na última sexta-feira, mas o presidente recuou e preferiu pensar sobre o assunto no último fim de semana para tomar uma decisão.

O Corinthians só não deixa o assunto para o ano que vem porque precisa desesperadamente levantar recursos para pagar despesas do dia a dia, como os direitos de imagem, as férias e as premiações em atraso com o elenco, bem como o 13º salário e dívidas em aberto.

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O contrato definitivo terá os termos exatos do novo negócio, como, por exemplo, o posicionamento da marca da Fever no uniforme corintiano e o que será divulgado nele.

Se por acaso o contrato definitivo não for assinado em 2027, o Corinthians terá de devolver os R$ 50 milhões, com acréscimo de 10%.

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Substituição de tiqueteira

Não é de hoje que a gestão Osmar Stabile tenta substituir a tiqueteira, contratada em 2022, durante o mandato de Duílio Monteiro Alves.

O Corinthians analisou propostas de Ticketmaster e Ingresse, conforme revelado pelo ge. Mas a revelação dos detalhes das ofertas fez a Ticketmaster, a preferida da diretoria corintiana, desistir do negócio, embora tenha reiniciado as conversas depois.

Nos últimos meses, a diretoria conversou com diferentes empresas interessadas e, com medo de novos vazamentos, chegou a negociar fora dos canais oficiais do clube.

Dentre as propostas, o Corinthians escolheu a Fever porque, segundo a diretoria, apresentou as melhores condições financeiras para o clube.

O ex-diretor de Tecnologia Marcelo Munhões era contrário a contratar uma nova tiqueteira, por considerar que a mudança poderia ser prejudicial à prestação do serviço. Ele também colocava em dúvida os interesses de se trazer outra empresa. Com a demissão dele, neste mês, por alegadas questões políticas, abriu-se caminho para a troca.

O Corinthians enviou diversas notificações à One Fan nos últimos meses, reclamando do serviço, o que a empresa vinha interpretando como uma maneira de o clube preparar a rescisão do contrato. Isso antes mesmo de a negociação com a Fever se tornar pública.

Quando soube do acordo pela imprensa, a One Fan notificou o Corinthians para que não faça a rescisão, que chamou de irregular, e ameaçou ir à Justiça para garantir o cumprimento do contrato. A One Fan contesta que haja falhas na prestação de serviço.

O vínculo prevê pagamento de multa rescisória, que a empresa estima estar na casa dos R$ 30 milhões, e a necessidade de aviso prévio de 12 meses.

Os dirigentes do Corinthians admitem que a discussão pode resultar em ação judicial, mas sustentam estar seguros, recorrendo à suposta má prestação de serviços, inclusive de descumprimento de cláusulas do contrato, o que, na visão deles, dá subsídios para a rescisão.

A One Fan cuida da bilheteria, do Fiel Torcedor e do aplicativo Universo SCCP.

O contrato estipula que a empresa tem direito a 20% da arrecadação bruta com o Fiel Torcedor, a 30% dos produtos digitais do Universo SCCP e a 6% da venda bruta de bilheteria.

O acordo, no entanto, não prevê ganhos financeiros à empresa com os planos Minha Cadeira (considerado o mais rentável financeiramente), Minha Torcida e camarotes.

Existe a possibilidade ainda de a Fever assumir o controle de acesso da Arena, que hoje está a cargo de outra empresa, a Ligatech, em contrato assinado na atual gestão.

Neste caso, a cláusula de rescisão prevê o pagamento apenas dos equipamentos colocados pela empresa no estádio, o que é estimado em R$ 500 mil.

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Reportagem completa: https://ge.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/2026/11/02/por-que-o-corinthians-quer-trocar-empresa-de-venda-de-ingressos-e-quais-sao-os-termos-do-negocio.ghtml

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