Escalar o Palmeiras na reta final de 2026 tem sido um desafio para o técnico Abel Ferreira, à medida que perdeu atletas, sem reposição, e viu crescer a lista por desfalques principalmente no ataque. Paulinho e Ramón Sosa, por exemplo, estão fora, e Vitor Roque, recém recuperado, fez até agora 69% dos jogos do que fez no ano passado.
As ausências - assim como vendas de atletas, no caso de Allan, citado por Abel, para o Manchester City - desafiam o treinador a buscar alternativas em meio à disputa por três títulos: a Copa do Brasil, o Brasileiro e a Conmebol Libertadores.
– O Palmeiras é uma Sociedade, não tem um dono. Aqui temos que fazer ginástica, perceber que há contas que temos que pagar e apresentar resultado esportivo, financeiro. Isso que me faz adorar estar no Palmeiras. Às vezes é preciso tomar decisões difíceis – diz Abel.
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– Vamos substituir Allan por quem? Por ninguém, porque é preciso 40 milhões de euros (para um jogador equivalente a Allan).
– Logicamente gostaria de ter mais opções no (camisa) 11 e no banco, mas em função das lesões, temos que dar oportunidade aos meninos que temos e acreditamos, como Larson e Belé. Faltava o Paulinho? Faltava. As soluções são menos, são menos experientes, mas é nosso desafio – completa o técnico, em referência à necessidade de se reinventar.
– Mesmo vendendo em todos os anos nossos melhores jogadores, continuamos sendo competitivos em todos os jogos. Estamos a trabalhar para mais duas finais.
Abel Ferreira em Santos x Palmeiras
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No domingo, o Palmeiras venceu o Vasco por 1 a 0, no Nubank Parque, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. Vai decidir a classificação no próximo domingo, em São Januário.
Ao mesmo tempo, disputa ponto a ponto o título do Brasileiro com o Flamengo, e tem uma partida contra o Remo, na quinta-feira, pela competição. Em meio às rodadas finais da Série A, jogará a final da Libertadores em 28 de novembro, contra o Estudiantes, no Uruguai.
Críticas ao calendário, à redução dos estrangeiros... e sugestões
É em meio a esse cenário que Abel fez críticas ao calendário, que ainda terá uma Data Fifa no fim de novembro com prováveis desfalques no Palmeiras para enfrentar o Cruzeiro. O técnico sugere ao menos duas mudanças de formato nas competições e, por Allan e as dificuldades de reposição, voltou a citar novas regras na legislação de transferências.
– Por que não faz dois jogos seguidos (na Copa do Brasil) sem ter outro campeonato no meio? Por que esta Data Fifa não se joga, e as outras quatro datas? – questiona, em referência à decisão da CBF de poupar jogadores na seleção brasileira.
– Só nos custou um campeonato no ano passado. Aqui há muitas condicionantes, não há só uma. O nosso adversário refrescou a equipe contra o Flamengo, o Flamengo compete conosco para ser campeão. Se criasse condições, será que não estaria com força máxima?
Palmeiras 1 x 0 Vasco | Melhores momentos | Ida da semifinal | Copa do Brasil 2026
– O treinador às vezes erra, os jogadores, mas não é só isso. Acho que está melhor, mas pode melhorar mais. Se calhar o Paulista obrigar final única, na Copa do Brasil podemos tirar mais um ou dois jogos, são três datas. Se me perguntarem posso perder um bocadinho do meu tempo e pensar nisso também.
Ainda assim, Abel não dá sinais de mudar a decisão do clube de não abrir mão das competições que disputa.
Em 2025, abriu mão do Brasileiro na reta final por "falta de energia", e por isso a citação do treinador sobre ter custado um campeonato no ano passado. Mas em 2026 reforça a cada jogo que a postura não muda.
– Desde que cheguei nunca estive tão bem com minha equipe a competir por todas as competições. Nos seis anos nunca me vi chegar a essa altura e estar em aberto em tudo, vamos ter que lutar por elas e não há como. Usar todos os recursos que temos.
Veja os melhores momentos de Palmeiras 1 x 0 Vasco na semifinal da Copa do Brasil
– Em função da grande venda do Allan ficamos com menos recursos, falei da dificuldade que é poder buscar jogadores no Brasil porque a própria lei não deixa.
Há uma regra no Brasileirão em que os atletas podem completar o máximo de 12 partidas por uma mesma equipe. A partir da 13ª, não pode mais defender outro time na mesma competição.
– Mais do que estar a proibir estrangeiros, que não gosto muito dessa lei, é fazer o que acontecia na Grécia, obrigar a ter jogador brasileiro jovem, fazer uma medida positiva para o que queremos do futuro do futebol brasileiro. Mas isso é só uma opinião minha, desculpe.
Atualmente, uma equipe pode relacionar até nove jogadores estrangeiros por partida. Em setembro, no entanto, os clubes aprovaram uma proposta da CBF que prevê iniciar a redução com oito estrangeiros em 2027 e chegar ao limite de cinco em 2030.
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