A pressão começou no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o Ibovespa caiu 13,81% e acionou o circuit breaker. A sequência terminou com cinco sessões consecutivas de baixa , deixando o índice cerca de 42 mil pontos abaixo da máxima histórica de 209.713 pontos .
O movimento colocou a semana entre as mais negativas da história recente da Bolsa. A queda foi a maior desde março de 2020 e uma das mais intensas desde o Plano Real . As empresas listadas na B3 também perderam cerca de R$ 963 bilhões em valor de mercado .
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Dólar também chega à reabertura em novo patamar
No câmbio, o movimento ocorreu na direção oposta. O dólar futuro encerrou a semana aos 5.470 pontos , com alta de 9,99% , enquanto o dólar à vista terminou próximo de R$ 5,44 , acumulando valorização superior a 9%.
A intensidade da reprecificação também tornou obsoletas várias referências técnicas anteriores. No Ibovespa, os suportes de 200 mil e 189.487 pontos foram rompidos rapidamente. No dólar futuro, resistências entre 5.067 e 5.155 pontos também ficaram para trás.
Na reabertura, portanto, o foco passa para novas zonas decisivas. No Ibovespa, a região entre 164 mil e 160 mil pontos surge como principal faixa de suporte.
No dólar futuro, a atenção está nos 5.494 pontos e na possibilidade de continuidade da alta ou de uma realização após o forte afastamento das médias.
Ibovespa perde tendência de alta e se aproxima da mínima do ano
Ibovespa acumula queda de 18,12% na semana e entra em sobrevenda após romper as médias móveis; região de 164.835/160 mil pontos passa a concentrar as atenções.
No gráfico diário , o Ibovespa passou por forte deterioração técnica após o segundo turno. A queda rompeu as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos e levou o índice para abaixo dos 170 mil pontos , desfazendo rapidamente o movimento de alta que havia culminado na máxima histórica de 209.713 pontos .
O gráfico mostra uma reversão brusca da tendência observada depois do primeiro turno. Após renovar recordes, o índice perdeu sucessivamente regiões técnicas relevantes e voltou a se aproximar da mínima de agosto, em 164.835 pontos .
A intensidade do movimento deixou o Ibovespa bastante esticado. O IFR (14) está em 25,43 pontos , em região de sobrevenda, enquanto a cotação segue distante das médias móveis. Isso pode favorecer um repique técnico , especialmente se houver sustentação em 164.835 pontos e na faixa dos 160 mil pontos , embora ainda não haja sinal consistente de reversão.
A perda de 164.835 pontos abre espaço para referências entre 157 mil e 153 mil pontos , além de alvos mais longos em 147 mil , 140 mil e 131.550 pontos .
Para uma recuperação mais consistente, o índice precisaria retomar inicialmente a região das médias e superar 185.565 pontos . Acima desse nível, as resistências aparecem em 189.487 , 203.050 e 209.713 pontos .
Por enquanto, o cenário permanece defensivo, apesar da possibilidade de repique associada à condição de sobrevenda.
Dólar futuro rompe tendência de baixa e mira novas resistências
Dólar futuro dispara 9,99% na semana, rompe a estrutura de baixa e fecha aos 5.470 pontos; IFR (14) próximo da sobrecompra aumenta atenção para eventuais realizações.
No gráfico diário , o dólar futuro rompeu a estrutura de baixa que predominava até então e encerrou a semana próximo da máxima de 5.494 pontos . O movimento levou o contrato para longe das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos.
As médias mais longas estão próximas de 5.145/5.154 pontos , enquanto a média curta avançou para a região de 5.283 pontos . O IFR (14) está em 69,70 pontos , muito próximo da sobrecompra. A configuração indica um ativo tecnicamente esticado, o que aumenta a possibilidade de realização ou fechamento parcial do gap aberto na segunda-feira, embora ainda não haja sinal claro de reversão.
Para manter a alta, o dólar futuro precisa superar 5.494 pontos . Acima desse nível, as próximas resistências aparecem em 5.614 , 5.699,5 , 5.795 , 5.920 , 6.117 e, em uma extensão mais longa, 6.324 pontos .
No sentido contrário, uma correção ganha força com a perda de 5.310 e, principalmente, 5.266 pontos . Abaixo dessas regiões, os suportes ficam em 5.154 , 5.116,5 , 5.067 , 4.968,5 e, em uma queda mais profunda, na mínima anual de 4.910 pontos .
Por enquanto, o viés segue favorável aos compradores, mas o afastamento das médias e o IFR próximo da sobrecompra exigem atenção para possíveis realizações.
( Rodrigo Paz é analista técnico )
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