Segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), a primeira semana de funcionamento será educativa, sem aplicação de multas. A fiscalização com possibilidade de penalidades começará após esse período.

A sinalização das novas vagas do Cambuí já foi concluída, com a instalação de 26 placas e reforço das marcações no asfalto. As vagas de carga e descarga, táxis, paradas rápidas de 15 minutos, idosos, pessoas com deficiência e motocicletas foram preservadas.

A ampliação foi discutida com representantes da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), da Associação Viva Cambuí e do Cinseg (Conselho Comunitário de Segurança) do bairro.

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Veja como vai funcionar a Zona Azul

As 101 vagas terão as seguintes regras:

Local: Rua Coronel Quirino, entre as ruas Bandeirantes e Conceição;

Início: terça-feira, 3 de novembro;

Segunda a sexta-feira: das 9h às 18h;

Sábados: das 9h às 13h;

Valor em dias úteis: R$ 4;

Valor aos sábados: R$ 2;

Tempo máximo de permanência: duas horas;

Para utilizar as vagas, os motoristas poderão ativar o estacionamento pelo aplicativo da Emdec, pelo QR Code disponível nas placas de sinalização ou nos pontos de venda credenciados.

O pagamento poderá ser realizado por cartão de crédito, débito, Pix ou boleto bancário.

Primeira semana não terá multas

A Emdec informou que realizará ações para orientar motoristas e comerciantes sobre o funcionamento da Zona Azul na Coronel Quirino.

Agentes de mobilidade urbana e educadores distribuirão folhetos com instruções para a ativação das vagas no período entre 3 e 6 de novembro.

Durante a primeira semana de funcionamento, não haverá aplicação de penalidades pelo uso irregular das novas vagas.

Após o período educativo, o motorista que estacionar irregularmente na Zona Azul estará sujeito a multa de R$ 195,23, cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e remoção do veículo ao Pátio Municipal.

Cambuí terá nova ampliação da Zona Azul

As vagas de Zona Azul representam mais um avanço do método de estacionamento . A primeira etapa ocorreu em janeiro deste ano, com 114 vagas na Avenida Coronel Silva Telles, no trecho entre a Avenida Júlio de Mesquita e a Avenida José de Souza Campos, conhecida como Norte-Sul.

Segundo a Emdec, a próxima ampliação deverá contemplar um trecho da Rua Maria Monteiro, ainda a ser definido.

Atualmente, Campinas conta com cerca de 1,9 mil vagas de Zona Azul Digital , distribuídas entre o Centro, Cambuí e Guanabara.

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Buracos nas ruas de Campinas geram reclamações e prejuízos a motoristas

O número de buracos e o desgaste do asfalto nas ruas de Campinas têm chamado a atenção e gerado reclamações, principalmente entre os motoristas. Além de dificultar os deslocamentos diários, as falhas no pavimento podem provocar danos aos veículos e aumentar o risco de acidentes.

A Secretaria de Serviços Públicos de Campinas informou em nota que 89.554 buracos foram tapados entre janeiro e setembro de 2026 na cidade.

A situação é relatada por moradores de diferentes bairros da cidade, que cobram melhorias nas condições das vias. Com as chuvas, a deterioração do asfalto tende a se agravar, ampliando as erosões e a formação de buracos. A água também pode encobrir as irregularidades, dificultando a identificação pelos motoristas e aumentando o risco de danos aos veículos, especialmente aos pneus.

Reclamação de buracos é recorrente

O administrador de empresas e presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Cambuí, Eduardo Cruz, publicou vídeos recentes nas redes sociais mostrando os problemas no asfalto da região e os transtornos provocados pelos buracos. Segundo ele, as falhas no pavimento fazem parte da rotina de quem vive no bairro, e a demora da Prefeitura para solucionar os problemas é motivo de reclamação.

“Havia um buraco no cruzamento da Rua Doutor Vieira Bueno com a Rua Santos Dumont que demorou três semanas para ser resolvido. Só depois que eu repercuti o caso nas redes sociais, aí sim a Prefeitura arrumou”, relata.

Cruz também cita um buraco que permanece aberto na Rua Santa Cruz, a duas quadras do cruzamento mencionado anteriormente.

“Esse buraco na Rua Santa Cruz também está aberto há algumas semanas. Então, o que a gente percebe é que muitas vezes a Prefeitura precisa ser acionada para fazer o serviço, sendo que deveria haver uma programação para não chegar nessa situação”, afirmou.

No local mencionado pelo administrador, é possível observar que, apesar da sinalização, o buraco fica no meio da rua, dificultando a passagem dos veículos.

A publicação de Cruz no Instagram também motivou reclamações de moradores de outros bairros de Campinas.

“Não é só no Cambuí, não! Campinas virou um grande buraco com uns pedaços de asfalto no meio! Joguei fora três pneus em um ano por causa de buracos. O entorno da Lagoa do Taquaral não tem mais onde remendar! Mexeram no acesso para a Almeida Garrett e nem deu uma semana da liberação do acesso e já está cheia de buracos”, comentou um morador.

Outro ponto com problemas no pavimento fica nas regiões das Mansões Santo Antônio, da Chácara Primavera e do distrito de Barão Geraldo. Nesses locais, moradores chegaram a contornar buracos com tinta branca para alertar os motoristas e facilitar a identificação das irregularidades, principalmente à noite.

Buracos causam prejuízos e dificultam o trânsito

Para quem dirige, as condições do asfalto representam uma preocupação constante. Os motoristas precisam reduzir a velocidade e, em alguns casos, desviar dos buracos, o que pode dificultar a circulação e provocar situações de risco.

O motorista e assistente judiciário Roberto Spadaccia Júnior afirma que encontra diversos buracos durante os deslocamentos diários para o trabalho em Campinas.

“Há diversos buracos que me obrigam a desviar com o carro da faixa em que estou, o que é muito perigoso. Às vezes, você não tem o que fazer e precisa passar por cima, o que pode causar algum problema no veículo”, relata.

O educador físico Marcio Andrade conta que precisou levar o veículo à borracharia três vezes em menos de 15 dias para consertar pneus furados por pregos e outros objetos.

“Quando chove, essa sujeira sobe e entra nos pneus. Foram parafusos e pregos que furaram os pneus”, afirmou.

Segundo ele, a esposa, que é enfermeira, também caiu em um buraco e teve um pneu danificado. “Tive que gastar para trocar os dois da frente porque destruiu”, contou.

Quem trabalha em borracharias também percebe o movimento de motoristas que procuram consertar pneus danificados por pregos, parafusos e buracos.

Lucas Simionato, que trabalha em uma borracharia na região do Jardim Chapadão, relata que, após um fim de semana chuvoso, recebeu vários veículos para reparos.

“Teve um final de semana que choveu, eu estava sozinho e, do nada, cinco carros vieram para consertar. Três deles caíram no mesmo buraco”, afirmou.

Prefeitura afirma ter tapado mais de 89 mil buracos

Em nota, a Secretaria de Serviços Públicos de Campinas informou que 89.554 buracos foram tapados entre janeiro e setembro de 2026. A nota informou ainda que as solicitações são atendidas conforme a necessidade, sem uma estimativa fixa para o volume de serviços.

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