O Ministério Público (MP) pediu que a Polícia Civil procure por imagens de câmeras de monitoramento e realize os interrogatórios das testemunhas envolvidas no acidente que matou um casal e deixou outras duas pessoas feridas em Bertioga, no litoral de São Paulo. O motorista que causou o acidente foi preso, mas liberado após pagar fiança de R$ 50 mil.

A colisão aconteceu na Rodovia Rio-Santos, em um trecho de ultrapassagem proibida. O condutor, de 33 anos, tentou realizar uma ultrapassagem e, ao desistir da manobra, atingiu um carro que estava na frente dele. Em seguida, ele perdeu o controle da direção e bateu de frente com o outro carro.

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Uma família estava no carro atingido. O casal, que estava nos bancos da frente, morreu após ser socorrido ao Hospital de Bertioga. A filha do casal, de 18 anos, e o namorado dela, de 19, estavam no banco traseiro e ficaram feridos. O motorista foi preso em flagrante por embriaguez ao volante.

Na última semana, o promotor Leonardo Albrecht Neto pediu que o inquérito do caso retornasse à Polícia Civil para a realização de novas diligências. O órgão pediu a juntada de laudos periciais, interrogatórios e a verificação de câmeras de monitoramento.

Acidente deixou duas pessoas mortas na Rodovia Rio-Santos, em Bertioga

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Até o momento, o órgão não ofereceu denúncia contra o acusado, que foi indiciado pela polícia por homicídio e lesão corporal, ambos culposos [quando não há intenção] na direção de veículo e qualificados pela embriaguez ao volante.

No entanto, conforme a própria decisão da audiência de custódia, os crimes podem ser classificados como dolosos com dolo eventual se houver “condições de se aferir que o indiciado viu o carro das vítimas vindo na direção contrária”.

Acidente ocorreu na Rodovia Rio-Santos, em Bertioga

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O motorista do carro, um empresário de 33 anos, foi preso em flagrante após realizar um teste do bafômetro que apontou 0,48 mg/L (miligramas de álcool por litro de ar alveolar). O valor é acima do limite legal de 0,34 mg/L.

No entanto, ele acabou tendo a liberdade provisória concedida em audiência de custódia por possuir residência fixa, ocupação lícita e primariedade. Na ocasião, o juiz Evandro Renato Pereira arbitrou a fiança em R$ 50 mil.

O magistrado ainda determinou que o investigado, que é morador de São Paulo (SP), tenha a habilitação suspensa, compareça trimestralmente em juízo para justificar as atividades e seja proibido de deixar o município onde vive sem autorização da Justiça.

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