A Prefeitura de Aveiro, no oeste do Pará, decretou situação de emergência em toda a sua área urbana, rural e ribeirinha devido aos graves incêndios florestais que atingem o município. O decreto, publicado nesta terça-feira (3), revela que o avanço do fogo destruiu lavouras da agricultura familiar, e áreas de pastagem na região.
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Segundo o documento assinado pelo prefeito João Geraldo Paiva Diniz Junior, as queimadas começaram a se intensificar em setembro e saíram do controle no dia 28 de outubro. A propagação rápida das chamas é alimentada pela falta de chuvas e pelas altas temperaturas, típicas deste período de seca histórica na Amazônia.
Além de queimar a vegetação e destruir plantações, o fogo gera uma densa camada de fumaça que já prejudica a saúde dos moradores locais. A prefeitura também manifestou extrema preocupação com o abastecimento de água potável, pois igarapés e poços que abastecem as famílias e servem para o consumo de animais estão secando.
A administração municipal informou que os prejuízos sociais e ambientais ultrapassaram a capacidade financeira e operacional da prefeitura. Por causa disso, o município busca ajuda financeira e técnica dos governos estadual e federal para prestar assistência e enviar ajuda humanitária às famílias que perderam o sustento no campo.
Com a publicação da medida, a Defesa Civil de Aveiro assume a coordenação das ações de resposta. Em caso de risco iminente, as autoridades estão autorizadas a entrar em residências para prestar socorro ou determinar a evacuação das famílias.
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O decreto também permite a dispensa de licitação para contratação de serviços e compra de materiais necessários para enfrentar os incêndios florestais por até 180 dias. A situação de emergência tem validade inicial de 90 dias.

