O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) na China fechou o pregão diurno com queda de 0,74%, a 671 iuanes (US$100,57) por tonelada.

A referência de minério de ferro para ⁠dezembro na Bolsa de Cingapura ​recuava 0,81%, para US$ 90,5 por tonelada.

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A pressão pelo lado da ​oferta persistiu em meio ao aumento dos embarques e chegadas de minério, ⁠afirmaram analistas da corretora Everbright Futures ⁠em uma nota.

Os embarques de minério de ferro dos principais ​fornecedores, ‌Austrália e Brasil, aumentaram 1,3% em relação à semana anterior, para 27,9 ⁠milhões de toneladas, em 2 de novembro, segundo dados da consultoria Mysteel.

A demanda, por sua vez, permaneceu moderada na China, já que as siderúrgicas se mostraram cautelosas ‌em ⁠relação à ‌reposição de estoques de minério devido às margens fracas de lucro, ao consumo mais fraco de aço no setor de transformação e aos estoques elevados de ⁠aço.

O carvão metalúrgico e o coque, ⁠outros insumos para a produção de aço, caíram 2,53% e 1,57%, respectivamente, pressionados pela expectativa ‌de aumento da oferta.

Uma pesquisa da Mysteel mostrou que as minas de carvão na província de Shanxi, no norte da China, continuaram a retomar as operações, com 40 minas ainda fechadas em 2 de novembro, contra 44 ‌na semana anterior.

Várias minas haviam sido fechadas para inspeções de segurança após um acidente fatal ocorrido em Shanxi em maio.

Os índices de referência ⁠do aço na Bolsa de Futuros de Xangai mantiveram-se estáveis. O vergalhão recuou 0,93%, a bobina laminada a quente perdeu 0,54%, o fio-máquina caiu 1,36%, ​enquanto o aço inoxidável subiu 2,04%.

O sentimento baixista dominou o mercado de aço ​em meio a uma demanda sazonalmente mais fraca no setor de transformação e à ausência de apoio governamental em novembro, afirmaram analistas da corretora First Futures em uma nota.