Os advogados solicitam a revogação da prisão preventiva ou a concessão de prisão domiciliar em razão do estado de saúde.
Henrique Vorcaro foi preso em 14 de maio de 2026, sob suspeita de integrar o suposto núcleo de coerção e intimidação ligado às investigações do caso Master. Ele está detido há mais de 170 dias.
No pedido encaminhado à Corte, a defesa anexou um relatório médico emitido em 28 de outubro de 2026. O laudo aponta episódios recorrentes de diverticulite aguda, com registro de internações hospitalares e crises.
O documento também diz que o paciente possui indicação para a realização de cirurgia no cólon.
Diante desse cenário, os advogados afirmam que o quadro clínico se encaixa nas hipóteses previstas em lei de conversão da prisão preventiva em domiciliar.
Além da questão médica, os defensores afirmam que não está sendo observada a obrigação legal de revisão da necessidade da prisão preventiva a cada 90 dias.
Intimidação e invasão a sistemas
A prisão de Henrique Vorcaro ocorreu durante desdobramentos de investigações que apuram supostos crimes de intimidação, obtenção de informações sigilosas e invasões a sistemas informáticos.
Essas ações teriam sido realizadas pelo grupo "A Turma", investigado na Operação Compliance Zero, do qual Henrique faria parte.
Em setembro, a defesa já havia acionado a presidência do STF argumentando demora e questionando a competência da Corte para conduzir os atos referentes ao pai do empresário, sustentando que ele não possui foro por prerrogativa de função.
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2F4%2Ft%2F7EmVVERZSg4t2WokIIag%2Fhenrique-vorcaro.jpg&w=800&output=webp&q=75)
