O alerta se dá durante a desaceleração do crédito no Brasil. Segundo o BC (Banco Central), o estoque de crédito chegou a R$ 7,444 trilhões em setembro, alta de 8,6% em 12 meses. Em agosto, o crescimento havia sido de 9,3%.

O crescimento do crédito para pessoas físicas caiu de 7,3% para 6,5% em 12 meses. Para empresas, recuou de 10,7% para 9,9%.

Já as novas operações de crédito direcionado a pequenas e médias empresas caíram para cerca de R$ 2 bilhões em setembro. Nos meses anteriores, os valores variavam de R$ 6 bilhões a R$ 12 bilhões.

No cartão de crédito, o crescimento anual do estoque desacelerou para 8%, ante uma faixa de 11% a 13% nos meses anteriores. O JP Morgan avalia que a perda de ritmo do crédito deve continuar em 2027.

A inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 5% do sistema bancário em setembro. O JP Morgan, porém, identificou piora no consignado privado e no cartão de crédito.

O spread bancário total subiu 0,5 ponto percentual em setembro, para 21,6%. O indicador mede a diferença entre o custo de captação dos bancos e os juros cobrados dos clientes.

PREFERÊNCIA NO ITAÚ

O JP Morgan mantém o Itaú como sua principal escolha entre os grandes bancos brasileiros, com recomendação de compra. Para o Bradesco, a recomendação é neutra.

No Nubank, os analistas destacam o crescimento dos empréstimos pessoais sem garantia, mas apontam riscos para a qualidade dos ativos da fintech.