# Mercado aposta em manutenção da Selic em 13,75% pós reunião do Copom

- Seção: Política
- Fonte: Poder360 (https://www.poder360.com.br/poder-economia/mercado-aposta-em-manutencao-da-selic-em-1375-pos-reuniao-do-copom/)
- Publicado em: 2026-11-03T21:07:14.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1497806-mercado-aposta-em-manutencao-da-selic-em-13-75-pos-reuniao-do-copom

> O mercado financeiro precifica em 72,50% a probabilidade de o Copom (Comitê de Política Monetária) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. O dado é das opções de Copom da B3 (posição D-1), além das avaliações das…

A probabilidade de manutenção equivale a quase o triplo da atribuída a um corte de 0,25 ponto percentual. Eis a distribuição, segundo a B3 :

aumento de 1 p.p. – 0,20%;

aumento de 0,75 p.p. – 0,20%;

aumento de 0,5 p.p. – 0,48%;

aumento de 0,25 p.p. – 0,17%;

manutenção em 13,75% – 72,50%;

queda de 0,25 p.p. : 26,00%;

queda de 0,5 p.p. – 0,30%.

Os percentuais são calculados a partir dos preços das opções de Copom negociadas na B3. A metodologia utiliza contratos do tipo Cash-or-Nothing, cujo prêmio descontado reflete a probabilidade atribuída pelo mercado a cada possível decisão sobre a Selic.

A bolsa adota uma hierarquia de fontes para calcular essas probabilidades: negócios realizados no call de fechamento (P1), média de ofertas válidas (P2) ou coleta de informações com participantes do mercado (P3). Quando utiliza a 3ª alternativa, a B3 ajusta os percentuais proporcionalmente para que a soma corresponda a 100%.

Na ausência de dados suficientes de negociação, a bolsa utiliza um modelo matemático (P4), que estima as probabilidades com base nos preços das opções de IDI (Índice de Taxa Média de Depósitos Interfinanceiros). O modelo busca garantir que a distribuição dos cenários some 100% e não apresente probabilidades negativas.

O QUE DIZEM OS BANCOS

O economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles, projeta manutenção da Selic em 13,75% em novembro e em dezembro. Segundo ele, “os dados mostram uma piora no cenário prospectivo de inflação, em especial pela depreciação do câmbio”.

O Itaú BBA estima decisão unânime do Copom pela manutenção. A instituição entende que o modelo de inflação do Banco Central apontará 3,4% para o 2º trimestre de 2028, horizonte relevante da política monetária. Na reunião anterior, a projeção era de 3,2% para o 1º trimestre de 2028.

O banco cita como fatores o aperto das condições financeiras em economias desenvolvidas, a nova alta do petróleo e a persistência dos núcleos de inflação acima da meta. Segundo o relatório &#8220;Cockpit do Copom&#8221; , a atividade doméstica dá sinais de desaceleração, mas o mercado de trabalho continua firme.

O cenário internacional também pode dificultar a queda da inflação. A alta do petróleo tende a pressionar os preços dos combustíveis, enquanto a valorização do dólar encarece produtos e insumos importados. Os 2 fatores podem limitar o espaço para cortes na taxa básica de juros.

Na reunião de setembro, o Copom cortou a Selic em 0,25 p.p., para 13,75% ao ano.

PROJEÇÕES DO FOCUS

O Boletim Focus, pesquisa do BC com economistas do mercado financeiro, registrou alta nas projeções para a inflação em 2026. A estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 5,19% para 5,22%. A expectativa permanece acima do teto da meta de inflação, de 4,5%, o que ressalta a dificuldade da autoridade monetária em levar os preços ao objetivo estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional.

O relatório também elevou as projeções para juros e câmbio:

IPCA 2026 – de 5,19% para 5,22%;

IPCA 2027 – de 4,34% para 4,76%;

Selic 2026 – de 13,25% para 13,50%;

Selic 2027 – de 11,75% para 12,50%;

dólar 2026 – de R$ 5,05 para R$ 5,34;

Dólar 2027 – de R$ 5,15 para R$ 5,40.

A revisão das expectativas reforça o cenário de cautela para a política monetária. A projeção para o IPCA de 2027 subiu 0,42 ponto percentual, enquanto a estimativa para a Selic no mesmo período avançou 0,75 ponto. Os números indicam que os economistas passaram a esperar juros mais elevados por mais tempo para conter a pressão sobre os preços.

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