# Marinho diz que governo Lula não tem coragem de votar maioridade

- Seção: Política
- Fonte: Poder360 (https://www.poder360.com.br/poder-congresso/marinho-diz-que-governo-lula-nao-tem-coragem-de-votar-maioridade/)
- Publicado em: 2026-11-03T21:42:45.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1498126-marinho-diz-que-governo-lula-nao-tem-coragem-de-votar-maioridade

> O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta 3ª feira (3.nov.2026) que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem &#8220;coragem de dizer que é contra a redução da maioridade penal&#8221; . A declaração foi feita durante a…

A fala veio durante as tratativas da base governista para votar a proposta sem as emendas que alteram a maioridade penal e que o tema volte a ser tratado separadamente.

Em discurso, Marinho defendeu o direito de o plenário debater destaques à proposta e criticou o que chamou de tentativa de impedir que o tema da maioridade penal fosse discutido. Para o senador, o governo está constrangido com a questão e está usando manobras regimentais para evitar o debate.

&#8220;Por que que o governo não tem coragem de dizer que é contra a redução da maioridade penal?&#8221; , questionou Marinho em plenário.

&#8220;Vamos votar uma PEC que é consensual, repito. Não acredito aqui que nenhum de nós votará contra; para mim, será uma surpresa. Agora, impedir que nós façamos destaque me parece, senhor presidente, uma completa subversão da forma como sempre funcionou esse Parlamento&#8221;, disse. Ele já havia afirmado que a bancada da oposição votará a favor da PEC da Segurança Pública.

Ao Poder360 , o senador Carlos Portinho (PL-RJ) endossou o discurso e afirmou que não incluir a redução maioridade de penal na PEC é trair o eleitor, pois esta foi uma das pautas usadas por Lula em sua campanha de reeleição.

O texto era para ter sido votado em 15 de outubro, mas o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União Brasil) adiou a votação por falta de acordo entre os senadores em razão das emendas apresentadas.

Foram apresentadas duas emendas que incluíam a redução da maioridade penal na PEC. Ambas ficaram de fora do texto aprovado.

Em uma delas, o senador Rogério Marinho, pedia a redução da maioridade penal para 16 anos para a maioria dos crimes e 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e organização criminosa. A outra, do líder do PT, Camilo Santana (CE), estabelecia redução para 16 anos só para crimes hediondos e manutenção dos 18 anos para os demais casos.

A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), declarou que houve um acordo com o relator do texto na Câmara, Mendonça Filho (PL-PE) para que a questão fosse tratada separadamente. A senadora afirmou que o Palácio do Planalto reconhece a necessidade de discutir a maioridade penal, mas em outro momento.

Disse ainda que a proposta de Camilo visava a confrontar a PEC de Marinho e que a oposição no Senado retomou o assunto para retardar a análise da proposta.

A proposta redefine as atribuições e fortalece a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios:

Susp na Constituição – inclui o Sistema Único de Segurança Pública no texto constitucional para integrar as ações policiais de todas as esferas de governo;

repasses garantidos – torna obrigatório o repasse de 50% dos recursos do FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública) e do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) aos Estados e ao DF;

novas atribuições da PRF – amplia a atuação da Polícia Rodoviária Federal para realizar patrulhamento ostensivo em ferrovias e hidrovias federais;

polícia penal e execução penal – estrutura na Constituição a execução penal e reforça o papel da Polícia Penal no controle de custódias;

punição a facções – estabelece regras mais severas para integrantes de milícias e organizações criminosas, vedando benefícios como progressão de regime, saída temporária, liberdade provisória e livramento condicional;

expropriação de bens – determina a apreensão e a perda de bens e valores decorrentes de atividades ilícitas, destinando os valores arrecadados a fundos específicos de segurança.

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